Faz 1 ano Renato Sanches

Que Renato Sanches explodiu para o mundo do futebol mundial! Que bomba! Que golaço!



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O neto da avó Ricardina

Encontrei este artigo sobre as origens de Éder e resolvi partilhar; ele que foi o herói do mundo do futebol de 2016!

«Ricardina Lopes ficou levantada até tarde, mas valeu a pena: nas ruas, o neto que criou é aclamado como o novo orgulho da Guiné-Bissau.
Na avenida há buzinas e grita-se por Portugal e ela, amparada por familiares, vem à porta de casa - a mesma casa onde criou Éder até aos quatro anos. As origens do jogador da seleção portuguesa estão no Bairro da Ajuda, em Bissau.

A idade já não permite a Ricardina falar muito, mas percebe-se o que quer dizer: "Fiquei contente e é um grande orgulho para mim", sussurra para os vizinhos e bate palmas quando lhe dizem que criou um herói do futebol, aquele que marcou o golo que fez de Portugal o novo campeão europeu, na final com a França, no domingo.
Ao lado, Dírcia Lopes, prima de Éder, chora a cada duas ou três frases: "É muita emoção".
Dois anos mais nova do que Éder, foram criados juntos por Ricardina, enquanto os pais procuravam melhores vidas no estrangeiro.
"Corria com ele neste corredor. Depois ele foi, eu fiquei", recorda. E chora mais um pouco, comovida com a festa e com as recordações.
Garante que o jogador guineense naturalizado português já naquela altura tinha "um dom" para dar pontapés na bola.
Puxou o jeito precoce a um tio mais velho, recorda o vizinho Mamudo Djao, um "tio" emprestado de Éder, dada a afinidade com a família.

A mercearia do bairro - paredes meias com a casa de Ricardina - tem uma pequena televisão que serviu para toda a gente das redondezas ver os jogos de Portugal no Euro 2016.
"Hoje por um triz isto não veio abaixo. Quando foi golo, toda a gente gritou muito. Este é o golo crucial da vida do Éder", conclui Djao.

A noite já vai longa e nas ruas de Bissau o nome continua a ser entoado por grupos que festejam a vitória de Portugal. E uma expressão surge quase sempre colada: "És o nosso orgulho".

Éder marcou no domingo, em Paris, o 49.º e mais importante golo de Portugal em campeonatos europeus de futebol, o que valeu o triunfo na final da edição de 2016, face à França, após prolongamento, aos 109 minutos.»



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Uma tarde mágica!

Explosivo! É o melhor adjectivo para classificar a exibição de Alexis Sánchez, ontem, frente ao West Ham. O avançado do Arsenal foi o autor de um hat-trick, ao qual juntou 1 assistência para golo, e é agora o melhor marcador da Premier League.

  • 3 golos
  • 1 Assistência
  • 5 passes para ocasião
  • 4/5 remates enquadrados
  • 3/4 dribles eficazes
  • GoalPoint Rating: 9.9


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Rui Pedro e a maldição do FC Porto


Foi Rui Pedro, jovem das escolas do FC Porto, a dar a vitória ao FCP já nos descontos frente ao SC Braga. A maldição que parecia ter caído sobre os avançados dos dragões terminou passados 520 minutos e mais de 100 remates! Verdade que uma percentagem considerável destes minutos foram jogados contra 10 mas não deixava de ser uma situação completamente fora do normal. Aliás, já tinha passado um mês sobre o último golo dos azuis e brancos.

Número também esquisito é o das grandes penalidades no reino do Dragão: nas últimas três épocas, nas quais o FC Porto não conseguiu chegar ao título, foram 10 as grandes penalidades desperdiçadas. Ontem foi André Silva a falhar mais um...

Para Nuno Espírito Santo esta vitória era indispensável e conseguida desta forma ainda terá um sabor mais doce! Agora, são 4 pontos que separam o FC Porto do líder Benfica que perdeu a toda a linha nesta jornada,



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Sporting mostra as garras: Liga ao rubro

Nem houve dúvidas em Alvalade! O Sporting venceu o Setúbal e vai, na próxima jornada, ao Estádio da Luz a apenas 2 pontos do Benfica.

O SCP fez também nesta partida uma bonita homenagem à Chapecoense.


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O clássico golo de Sergio Ramos

Sergio Ramos! Tem de facto uma estrelinha para marcar golos decisivos nos últimos minutos! Hoje, no super clássico, evitou, já ao minuto 90', a derrota do Real Madrid em Camp Nou e manteve o seu clube com 6 pontos de vantagem do eterno rival. Manteve também a impressionante série sem derrotas da equipa de Zidane: 33 partidas.

Sergio Ramos é um bom defesa, duro e competitivo mas não ficará na história pela sua capacidade defensiva que é, diria eu, um pouco acima da média. Agora, tem uma capacidade para subir à área do adversário e fazer golos decisivos que o fazem uma super estrela. O defesa espanhol marcou hoje o golo 75 da sua carreira.


Foi um clássico bem disputado, com a 1ª parte com um controlo maior do Real Madrid, sem grandes oportunidades, e uma 2ª parte toda do Barcelona que fica a dever a Neymar e a Messi o 2-0 que mataria o desafio. Muita polémica com o árbitro, pelo menos, um penalti em cada área que ficaram por marcar e outros tantos lances duvidosos. 

Destaque também para Iniesta, essa maravilha de jogador, que por estar a recuperar de lesão, só jogou 40 minutos mas como se sentiu logo a diferença de classe e qualidade do seu jogo. Fantástica também a primeira parte de Modric, sempre no lugar certo, a roubar uma série de lances e a colocar Messi no bolso.
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Top 10: golos no Clásico!

Barcelona - Real Madrid: uma escolha entre os muitos belos golos do clásico espanhol!



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A encomenda de Vasco Santos



Finalmente, conseguiu o que apenas alguns juízes tinham conseguido na história do futebol português: transformar um penalty numa falta do atleta do Benfica... Que não queria dar penalty todos percebemos que não queria, agora falta de Nélson Semedo?!?! Onde? Como? Porquê?


Há sim um braço do defesa do Marítimo, que já por si é falta, e depois ele próprio desequilibra-se e cai para cima do lateral encarnado.


O contacto é claro quando tomba! O braço na frente para impedir o jogador de se isolar também! Limpinho, limpinho...

Este árbitro não pode voltar aos jogos do Benfica nesta temporada! Está claramente condicionado!

Há uns anos por isto, foi marcado um penalty contra o Benfica em Alvalade



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Marítimo 2-1 Benfica: naufrágio

Correu tudo mal ao Benfica na visita à Madeira! Perdeu e pode ver o Sporting ficar bem mais perto (2 pontos) na jornada que antecede o derby da Luz.

Uma partida brutal, nervos à flor da pele durante 90', e com o Marítimo a jogar como se a Liga dos Campeões estivesse em causa.
Muito resumidamente, pois era partida para escrever um pequeno tratado:

1) Faltou muita coisa ao Benfica! Aliás, como já tinha falhado nas últimas partidas de dificuldade máxima (Dragão e Turquia). Uma equipa sem ideias, previsível, com jogadores a roçar o ridículo: o Mitroglou pode ficar na Madeira, por mim não se perde nada; até Luisão e Fejsa ofereceram golos hoje; Ederson não conseguiu sair a uma bola com segurança; etc...

2) Arbitragem de encomenda! Vergonhosa mesmo! É nisto que querem transformar o futebol português? Por momentos, senti-me de novo sentado com 20 anos a menos a ver jogos dos anos 90. Hoje valeu tudo! Este senhor não pode, NÃO PODE, voltar a apitar o Benfica!

3) Rui Vitória teve hoje pela primeira vez um momento à treinador do meio da tabela. Mister: dar a ideia à equipa que os últimos 20 minutos de jogo só davam para bombear a bola para a área não serve para o Benfica. Com cada substituição mais tirava os criativos e mais metia postes lá na área de um inspirado Gottardi.


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Os desenhos de Nuno Espírito Santo!

Ele está de volta! Não resistiu e voltou ao quadro e ao seu marcador! É onde ele é feliz!




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Prémio Puskas 2016: finalistas

Os 3 grandes finalistas do prémio da FIFA que distingue o melhor golo do planeta futebol do ano. E para você? Qual o melhor? 



Daniuska Rodríguez (Venezuela) vs Colômbia, Campeonato feminino sul-americano de sub-17 (Março 2016)


Mohd Faiz Subri (Penang) vs Pahang, campeonato da Malásia (Fevereiro 2016)


Marlone (Corinthians) vs Cobresal, Copa Libertadores (Abril 2016)


Estes foram os 10 finalistas deste ano:



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Treinador do ano: Fernando Santos!

Já se sabem os nomes dos 3 finalistas para o prémio da FIFA de melhor treinador do ano. O prémio que José Mourinho venceu em 2010, será ganho ou por Zidane, ou por Ranieri ou pelo nosso Fernando Santos.

Para mim não há dúvidas e não coloco aqui nenhum tipo de nacionalismo! O trabalho de Ranieri foi fantástico, histórico mesmo, mas levou uma Premier League que perdeu muita competitividade nestes últimos anos e tem tido um princípio de temporada mau. Zidane levou a Champions mas apesar da grande equipa não venceu nada em Espanha.

Fernando Santos foi o líder de uma equipa que não era favorita para levar a Taça mas que, com a motivação do seu comandante se transformou numa equipa imbatível! Mostrou claramente o que deve ser um selecionador nacional e fez história no futebol europeu criando um inédito vencedor do Europeu.

Estas são as estatísticas dos nomeados, em 2016:

Claudio Ranieri em 2016 - 41 jogos, 19 vitórias (46%), 12 empates, 10 derrotas, 59 golos marcados, 44 sofridos, 1 título (Premier League)

Zinedine Zidane em 2016 (ainda pode ganhar Mundial FIFA) - 49 jogos, 37 vitórias (76%), 9 empates e 2 derrotas, 140 golos marcados, 44 sofridos, 2 títulos (Champions e Supertaça Europeia)

Fernando Santos em 2016 - 17 jogos, 10 vitórias (59%), 4 empates, 3 derrotas, 42 golos marcados, 11 sofrido. 1 título (Campeonato da Europa).


O nome do premiado será conhecido a 09 de Janeiro, durante a Gala da FIFA, que se realiza em Zurique, na Suíça.

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Pizzi tem de jogar

Com o médio português à beira da suspensão (tem 4 amarelos) foi um dos tópicos da semana saber se Rui Vitória iria arriscar colocar o seu jogador mais criativo e melhor marcador nos Barreiros, com o perigo de não o ter na recepção ao Sporting.

Felizmente, o treinador do Benfica parece entender a importância do desafio de hoje e vai lançar a equipa mais forte. Gostava que assim fosse.
Se há coisa que o campeonato passado mostrou é que as partidas com as equipas do meio da tabela são tão importantes como os clássicos. 
Tenho para mim que será decisivo se o SLB conseguir entrar em campo com 5 pontos e com a tranquilidade na cabeça de saber que aconteça o que acontecer no derby ficará sempre em primeiro lugar.

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Luís Filipe Vieira: o vigilante

«Como a memória é curta, e no futebol ainda mais, quando dá jeito, manda a verdade recordar que há um ano, igualmente com onze jornadas disputadas na Liga, o cenário era bem diferente daquele que hoje se regista. O Sporting, inebriado pelo efeito Jesus, que se julgava ser prenúncio de conquistas a perder de vista, liderava com mais dois pontos que o FC Porto. Em patamar abaixo, consideravelmente abaixo, a sete pontos do leão, surgia o Benfica, desconsiderado e a enfrentar ventos e marés no combate a vaga de ataques sem rosto.

De fora e de dentro do clube, o cerco crítico assumiu proporções gigantescas. Adivinharam-se terríveis prejuízos. Conjecturaram-se colapsos traumatizantes no projecto de Vieira. Deu-se como garantido o despedimento do treinador. Sentenciou-se o fim do consulado do presidente.
Enfim, gerou-se uma barulheira sem ponta de credibilidade e de uma excentricidade opinativa mal sustentada, como se alguma vez a sobrevivência de um clube com a dimensão e a história do Benfica pudesse ficar dependente dos caprichos de um treinador, por mais rico que fosse o seu currículo internacional, o que nem sequer era o caso, como é público.

Um ano depois, já sem poeira no ar, verifica-se que o Estádio da Luz continua de pé e mais concorrido do que nunca, sendo na actualidade, como li em A Bola, o oitavo da Europa com mais assistências, apenas superado, convém sublinhar, por Borussia de Dortmund, Barcelona, Manchester United, Bayern, Real Madrid, Schalke e Arsenal, não constando na lista mais algum clube português entre os 20 primeiros deste ranking. Além de, em comparação com a mesma jornada da última época (11.ª), quem lidera agora é o Benfica, cinco pontos à frente do Sporting e sete do FC Porto. As voltas que muitos juravam que isto ia dar e... não deu. Melhor, deu, embora em sentido contrário: Jesus não funcionou como se pretendia em Alvalade, Lopetegui/Peseiro marcaram passo no Dragão e Vitória teve de fazer o favor de ser campeão, permita-se-me a ironia.

As forças demoníacas erraram. Nada do que previram aconteceu. Os factos falam por si e demonstram que tudo se resumiu a uma manobra desestabilizadora de grandes proporções que Luís Filipe Vieira - entretanto reeleito com 90 e tal por cento de votos e ainda assim houve quem tivesse visto nesse resultado sinal de distanciação por parte da família encarnada - destruiu pela discrição, pela firmeza das suas convicções e, principalmente, pela mais poderosa arma que utiliza quando quer proteger de intromissões alheias a instituição a que preside: apelo à união da família benfiquista para um Benfica maior e mais forte, inovador e preparado para vencer os desafios do futuro.

Vieira pode parecer um romântico ao adoptar um estilo de presidência cordato e dialogante, em choque com a truculência partilhada pela maioria. Nem sempre procedeu com o tempero conveniente, sem dúvida, mas teve a virtude de aprender depressa e, mais significativo, de saber estar à altura da grandeza do emblema da águia.
Cedo compreendeu que ser presidente do Benfica o devia inibir de alinhar em algazarras de bairro disfarçadas de rivalidades ou dar troco a reptos futeis de quem, provavelmente, gostaria de ser como ele mas não sabe como.
Proclamou o objectivo do tri quando muito boa gente chorava baba e ranho por causa da saída de Jesus. Reflexo de bem urdida operação de maledicência que gerou embaraços na organização encarnada e interferiu no trabalho de Vitória. Sem dramas, porém. Para quem o conhece minimamente já deve ter verificado que Vieira funciona como segunda linha de betão, difícil de transpor. Parece ausente ou distraído, mas quase nada lhe escapa.

É um vigilante atento, daqueles que se for preciso não dormem. Revela especial intuição para prever as coisas a preparar soluções. De aí que decorriam ainda os festejos do campeonato que Jesus prometeu e Vitória venceu e já Vieira apontava a meta do tetra, indiferente aos outros.
Esse é, aliás, um dos seus trunfos mais valiosos, acreditar na organização que criou, saber com o que conta em termos de disponibilidade/qualidade dos praticantes e ver no seu treinador, além de elevada competência, firmes traços de seriedade e lealdade.
Por outro lado, a boa saúde da águia na fase pós-Jesus permite acreditar que o V de Vieira associado ao V de Vitória traduz uma relação destinada a ser feliz.»

Fernando Guerra, in A Bola
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100 títulos!!!

O Celtic de Glasgow venceu na passada semana a Taça da Liga da Escócia e conseguiu conquistar o seu troféu número 100! 


Fiquei curioso e andei a ver que outros clubes atingiram, ou estão perto, desta marca. Deixo a lista a que juntei os clubes com mais títulos nos países mais representativos do futebol na Europa:

Rangers Escócia 115
Lienfield Irlanda do Norte 102*
Celtic Escócia 100
Barcelona Espanha 83
Real Madrid Espanha 81
Benfica Portugal 78
FC Porto Portugal 74
Olympiakos Grécia 74
Ajax Holanda 69
Man. United Inglaterra 64
Anderlecht Bélgica 62
Juventus Itália 61
Liverpool Inglaterra 60
Bayern Munique Alemanha 59
Steau Bucareste Roménia 58
CSKA Sofia Bulgária 55
Galatasaray Turquia 54
Estrela Vermelha Sérvia 53
Spartak Moscovo Rússia e URSS 35
Legia Varsóvia Polónia 32
PSG França 30

* - O Lienfield tem mais de 200 títulos mas apenas considerei a Liga, Taça e Taça da Liga.
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O primeiro menino de ouro do futebol português

Sempre que o FC Porto visita o Belenenses os jogadores portistas transportam uma coroa de flores que vão depositar em frente de um baixo-relevo que se encontra em frente do estádio do Restelo. Esta tradição que se perde no tempo, honra a memória de José Manuel Soares, «Pepe», um herói belenense, uma das primeiras grandes estrelas do futebol português, um predestinado que representou Portugal nas Olimpíadas de Amesterdão em 1928 e que perdeu vida com apenas 23 anos...

Um país bem diferente
José Manuel Soares Louro, mais conhecido por «Pepe», nasceu no seio de uma família muito pobre, no n.º 17 da Rua do Embaixador, em Belém, na zona ocidental de Lisboa, no dia 30 de Janeiro de 1908, dois dias antes do Regicídio que vitimou mortalmente o Rei D. Carlos e o Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe de Bragança, no Terreiro do Paço - hoje Praça do Comércio - quando a família real regressava de uns dias passados em Vila Viçosa.

Tão novo, Pepe nem sonhava com a importância do que acontecia tão perto da casa onde vivia. D. Manuel II, que nascera em Belém, no Palácio que hoje é a residência oficial do Presidente da República sucedia a D. Carlos no trono. Dois anos depois, estava D. Manuel II precisamente no Palácio de Belém, a receber a visita do Presidente da República Brasileira quando soube da revolução que culminaria com a implantação da República a 5 de Outubro.

Para se ter uma ideia do Portugal do começo do século XX, quando Pepe nasceu o chefe de governo era o odiado João Franco a quem D. Carlos concedera poderes ditatoriais, mas durante os anos que se seguiram certamente que Pepe, como a esmagadora maioria dos portugueses perdeu conta aos chefes de governo e de estado. Até ao advento da República, Portugal ainda teria sete chefes de governo em dois anos.

Durante os dezasseis anos da Primeira República, Portugal teve 49 governos, ao que se seguiram mais seis governos nos primeiros cinco anos de Ditadura. Pepe faleceu a 24 de Outubro de 1931, meses depois Salazar tomava posse como chefe de governo. Ao longo da sua curta vida, Pepe ainda "conheceu" dois monarcas e doze presidentes da República.

Uma infância difícil
Muitas das dificuldades vividas por Pepe e pelos seus contemporâneos pode ser assacada à delicada situação política e económica que o país vivia nessa altura. Se o país era palco de revoltas, Lisboa, cabeça do país, era constantemente assolada por revoltas, greves, atentados. Crescer numa cidade assim era um desafio constante.

Filho de Maria José da Silva Soares e Julião Soares Gomes, casal que viera da Covilhã na Beira Baixa, desde cedo que ganhou a alcunha de «Pepe», diminutivo de José, por influência dos muitos galegos radicados na zona.

Desde cedo que acompanhava o pai que com a sua carroça vendia hortaliça, batendo porta à porta, não só o bairro de Belém, mas também outras zonas mais "ricas" da cidade. A mãe tinha uma banca no Mercado de Belém, onde vendia fruta, e era com os poucos rendimentos que ambos conseguiam reunir que o casal alimentava Pepe e mais cinco irmãos.

Nessa mesma Rua do Embaixador vivia Artur José Pereira, a grande estrela do Sport Lisboa, o Cristiano Ronaldo do seu tempo, que mais tarde jogaria no Sporting e seria o fundador do Belenenses em 1919.

Desde cedo teve que trabalhar para ajudar os pais. Vivaço, lutador, desde tenra idade que se tornou num sobrevivente, contornando a fome e as doenças que grassavam pela capital. Desde miúdo que se apaixonou pela bola, normalmente de trapos, com que jogava com os amigos. Sobreviveu à escassez dos tempos da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, escapou à gripe espanhola.

Os primeiros passos
Natural de Belém, acompanhou o Belenenses desde a sua primeira hora, quando este nasceu em 1919. Com 15 anos foi inscrito pelos azuis no Campeonato de Lisboa, na época 1924/25, jogando pela primeira vez com a camisola da Cruz de Cristo na equipa das 4.ª categorias. Na época seguinte foi promovido diretamente à segunda equipa, antes de depois ascender à equipa principal do clube.

A 28 de Fevereiro de 1926, contava apenas 18 anos, estreou-se na equipa principal e logo num jogo contra o Benfica na Amoreira. O jogo era decisivo para os azuis, mas a vinte minutos do fim os encarnados venciam por 4x1. Apenas Augusto Silva e Pepe pareciam não ter baixado os braços. O Belém acredita e consegue empatar a quatro, conseguindo ainda uma grande penalidade a um minuto do fim.

Augusto Silva aponta Pepe como o marcador do penálti, e com frieza, o «puto», faz o 4x5 que dá a vitória aos azuis, entrando diretamente para a lenda belenense no jogo de estreia.

A meteórica ascensão do Belenenses
Seguiram-se vitórias sobre o Império e o Sporting que garantiram ao Belenenses o primeiro título de Campeão de Lisboa do seu palmarés. No Campeonato de Portugal, o Belém chegou à final que seria perdida para o Marítimo numa final polémica no Campo do Ameal no Porto.

Na época seguinte invertiam-se as coisas com o Belenenses a ficar em segundo lugar no Campeonato de Lisboa, atrás do Vitória de Setúbal, para depois vencer o Campeonato de Portugal, batendo o Setúbal por 3x0 na final do Lumiar, conquistando o troféu pela primeira vez na história.

A campanha de Amesterdão
Em 1928 Pepe fez parte da primeira equipa portuguesa de futebol a participar numa grande competição internacional, os Jogos Olímpicos de Amesterdão. Juntamente com outros grande nomes do futebol lusitano da época como António Roquete, Jorge Vieira, Vítor Silva ou Augusto Silva.

Estreante neste tipo de andanças, a equipa das Quinas teve de disputar uma pré-eliminatória onde venceu o Chile por 4x2, onde Pepe brilhou e marcou dois golos. Seguiu-se uma vitória sobre a forte Jugoslávia (2x1), equipa que seria semifinalista na primeira edição do Mundial, dois anos depois no Uruguai.

Nos quartos-de-final, Portugal acabou por ser surpreendido pelo Egito, perdendo por 2x1 com os africanos, saindo da prova, quando muitos já sonhavam com uma medalha.

Uma carreira ímpar
Repentista, senhor de uma técnica aprimorada, Pepe era o ídolo da criançada que o tentava imitar um pouco por todos os descampados de Lisboa. Cara de miúdo, franzino, contornava os adversários com os seus magistrais dribles e uma velocidade vertiginosa.

Mais impressionante era o seu remate furioso, que lhe permitiu apontar 24 golos em 36 jogos tanto no Campeonato de Portugal como no Campeonato de Lisboa, números impressionantes se pensarmos que a sua carreira terminou quando contava apenas 23 anos, ao que se somam os dois títulos de Campeão de Portugal e três títulos de Campeão de Lisboa.

Só nos resta questionar quantos títulos haveria conquistado se a vida não lhe fosse ceifada tão prematuramente?

Trágico acidente
Com apenas 23 anos perdia a vida num acidente estúpido, vítima de envenenamento involuntário, provocado por sua mãe, que por engano colocou potassa na panela onde preparava um cozido, quando pensava estar a colocar bicarbonato de sódio para apressar a cozedura.

Quando foi para o emprego, Pepe levou umas sandes com chouriço que sobrara da refeição para poder comer ao lanche. Partilhou um pouco do chouriço com um gato que por ali sempre andava, e este pouco depois entrou em convulsões, acabando por falecer.

Entretanto Pepe começara a sentir dores de barriga tão fortes que teve de ser levado ao hospital. Acabaria por falecer algumas horas depois, vitima de hemorragias. A irmã, o irmão e a mãe também seriam levados para o hospital, mas tinham comido consideravelmente menos que Pepe e acabaram por sobreviver. O Pai, que não comera nada da panela supostamente envenenada, não sofreu de nenhum sintoma.

Dias depois, 30 mil pessoas acompanharam o féretro, num dos mais marcantes funerais que a cidade de Lisboa e o país haviam presenciado. Em estado de choque, o «mundo da bola» e o povo lisboeta acorreu para acompanhar o jovem herói à sua última morada.

O Belenenses honraria a sua memória baptizando o estádio das Salésias com o seu nome, onde se erigiu um baixo-relevo para homenageá-lo. Quando o Belenenses se mudou para o Restelo, o baixo-relevo foi transladado para a entrada do estádio, e é precisamente nesse local que a equipa do FC Porto deposita uma coroa de flores sempre que visita o Belenenses.

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Que grande golo! É assim que se ganha um jogo

Que bela maneira de ganhar um jogo ao minuto 94!

O conjunto do Zenit São Petersburgo, com Neto a titular, até se colocou-se em vantagem aos 86 minutos por Dzyuba, mas o pior estava para vir e a reacção do Krasnodar foi implacável.
Marat Izmailov, que já representou Sporting e FC Porto, fez a igualdade aos 92 minutos e 4 minutos depois da hora Okriashvili deu o triunfo ao Krasnodar.

Com esta derrota, o Zenit viu o Spartak Moscovo fugir no 1º lugar e está agora a seis pontos do líder.




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