Pressão

Viveu-se ontem no Estádio de Alvalade um jogo quente de campeonato que terminou num empate que deixou os leões com os nervos à flor da pele. Lance polémico com Rui Patrício, a meio da 1ª parte, que resultou no penalty e na expulsão do capitão do Sporting e no 1º golo do Tondela. Sinceramente parece-me penalty óbvio e face às regras actuais do futebol vermelho directo. Se me perguntarei se estou de acordo com estes casos em que uma equipa sofre um triplo castigo não estou. Mas isso são outras conversas... Agora, nada desculpa a violência das atitudes e declarações do Presidente do Sporting Bruno de Carvalho. Nada! O que este senhor tem feito nos últimos meses é uma vergonha para a instituição SCP. Ainda por cima deu-se mal pois, antes da partida com o Tondela, tinha dito que a pressão aos árbitros que existia naquele momento era inaceitável e acabou por protagonizar uma cena indesculpável que originou a sua expulsão do banco de suplentes.

Não pode valer tudo. Não estamos a viver nenhuma guerra civil. Não é possível o que se passou à volta da equipa de arbitragem durante o desafio, com insultos, berros, puxões, invasões de campo, etc... Lamentável.
Como se não bastasse ainda se deu ao luxo de depois da partida fazer uma conferência de imprensa em que do alto do seu trono apontou armas a toda a gente e disse que a resposta do Sporting ia ser de força. Mais ameaças portanto...

Já para não falar do triste episódio do assessor de imprensa do Sporting na conferência de imprensa de Jorge Jesus depois do final do encontro.

Isto não pode ser permitido. O Presidente do Sporting tem de ser severamente castigado. Aguardemos...

Como rival fico contente pelo SCP apontar baterias aos árbitros e a Vítor Pereira. É que estas duas exibições dos leões foram muito más. O que se viu foi uma equipa sem ideias e muito dependente de um jogador: Islam Slimani. Como JJ disse no final este é um plantel em que ninguém foi campeão e o mais difícil não é chegar a primeiro é manter-se lá.
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Pinto da Costa sem rumo

Foi um dia triste o de ontem... Dia de ver partir o pior treinador que eu vi passar pelo FC Porto nos meus 30 anos de vida. Como benfiquista ver Lopetegui partir é, de facto, uma tristeza.

Sobre Lopetegui muito se tem falado nos meios de comunicação social mas acho estranho que pouco ou nada se fala de quem lhe traçou o perfil e depois o escolheu e de quem o manteve depois de uma temporada a zeros. Pinto da Costa é o grande culpado pelo momento do FCP.

A seca do FC Porto começou na má leitura que o seu Presidente e respetivos homens de confiança fizeram de como estava o futebol português num momento chave das últimas temporadas: o golo de Kelvin que correspondeu a um bi-campeonato para o FCP. A festa rija que se viveu pelas bandas azuis e brancas bloqueou a reflexão profunda que se devia ter feito na altura. O Porto estava vitorioso mas não tinha sido a melhor equipa, nem perto. Ganhou, num lance de sorte (e no ano anterior tinha ganho em fora-de-jogo) mas o rival era mais equipa, tinha melhor estrutura, mais balneário e mais pujança. Desde esse lance não ganhou mais nada!

Depois de perder tudo na época seguinte ao campeonato Kelvin, Pinto da Costa, passou a mensagem de que era preciso alguém de fora de Portugal, alguém com ideias próprias e novas para derrotar o que reinava no futebol nacional. Achei estranho, pois a escola de treinadores portugueses nunca esteve tão consagrada. Apostou num desconhecido e perdeu. Deu-lhe total liberdade para revolucionar e a revolução deu em nada. A não ser a descaracterização da mística do FC Porto. A juntar ao que se passava internamente na equipa sénior ainda fez as pazes, durante uns largos meses, com o Benfica, estando mesmo ao lado dos encarnados em várias matérias.

Agora, obrigado a despedir Lopetegui, volta atrás e parece apostar num treinador português. Tanta volta e tanta falta de leitura da realidade do futebol nacional. Desculpem mas não estou habituado...

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Eusébio sempre!

Dei por mim a procurar o que tinha publicado há dois anos atrás quando a notícia rebentou como uma bomba. Penso que este post é o que mais diz sobre o que vivi naqueles dias do adeus ao Rei Eusébio. Memórias ainda muito fortes e uma grande saudade! Viva Eusébio!!

A Minha Reportagem


Este foto foi tirada por mim bem cedo, quando cheguei ao Estádio da Luz, e ainda momentos antes se tinha começado a bonita homenagem à volta da Estátua do Pantera Negra.

Mas dois momentos estão ainda muito claros na minha memória, um pessoal e outro de benfiquismo. Primeiro, as lágrimas que me caíram quando recebi a notícia pela TV e estava sozinho em casa. Muitas lágrimas por uma pessoa que nunca conheci que nunca vi jogar...

Segundo, o minuto de silêncio na cerimonia em que o corpo de Eusébio se despediu do Estádio da Luz. Arrepiante!
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Pinto da Costa novamente arguido

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acaba de confirmar a acusação do Ministério Público contra Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Antero Henrique, diretor-geral do clube, pelo crime de exercício ilícito da atividade de segurança privada no âmbito da Operação Fénix.

De acordo com a PGR, os dois dirigentes do FC Porto terão recorrido a serviços da SPDE – Segurança Privada e Vigilância, sabendo que esta empresa não tinha alvará para prestar serviços de segurança pessoal – vulgo guarda-costas.

Na acusação da Operação Fenix está em causa, segundo a PGR, o desmantelamento da uma associação criminosa que tinha a empresa SPDE como centro de operação e Eduardo Santos Silva, também conhecido como Edu, como líder. “Encontra-se indiciado [na acusação] que Eduardo Silva montou uma estrutura que, com recurso à força e à intimidação, lhe permitiu vir a dominar a prestação de serviços de segurança em estabelecimentos de diversão noturna de vários pontos do país”, lê-se no comunicado.

Segundo a PGR, o grupo liderado por Edu dedicar-se-ia igualmente às chamadas ‘cobranças difíceis’. Isto é, “exigia com o uso de violência física ou ameaças, o pagamento de alegadas dívidas. Alguns dos arguidos foram acusados de tais serviços de cobranças, sendo, por isso, co-autores do crime de extorsão ou de coação”.
O rol dos crimes da acusação da Operação Fénix é extenso e diversificado: associação criminosa, exercício ilícito de segurança privada, extorsão, coação, ofensa à integridade física agravada pelo resultado, tráfico e detenção de armas proibida e favorecimento pessoal, confirma a PGR.

Edu e mais 12 arguidos continuam em prisão preventiva. Recorde-se que a acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal apenas foi proferida ontem devido ao final do prazo para prisão preventiva. Caso a acusação não tivesse sido deduzida até ao final do dia de domingo, os 13 arguidos teriam saído em liberdade.


Fonte: observador.pt
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LF Vieira e os negócios com o A. Madrid

23 milhões de euros gastos com Pizzi e Jimenez (50% passe)... Uma realidade que me custa muito a engolir... Não escondo de ninguém que não aprovo como Luís Filipe Vieira gere muitos dos dossiers que tem em cima da sua secretaria de Presidente do Sport Lisboa e Benfica. Por isso mesmo fui investigar! Encontrei rapidamente este excelente post do Eterno Benfica (AQUI). Não vou entrar em grandes teorias, cada um leia e construa a sua opinião. Isto claro são tudo suspeições e teorias da conspiração...

«No Verão de 2010, começaram as obras do novo Estádio do Atlético de Madrid, no «La Peineta», que ficará pronto em 2016/2017, deixando o Atlético de jogar no mítico Vicente Caldéron.

A mudança de Estádio, permitirá pôr em andamento a operação urbanística denominada Vicente Caldéron-Mahou, junto ao Rio Manzanares.
Na área de 31.000m2 do Estádio Vicente Caldéron será construída uma zona verde, denominado Parque Atlético de Madrid, e, no terreno com 61.521m2 onde existe agora a fábrica de cerveja Mahou, será edificado um parque residencial de qualidade superior com 175.000m2. Os benefícios desta operação, irão ser revertidos entre a Mahou (dois terços) e o Atlético de Madrid (um terço).
Em 12 de Dezembro de 2008, o Alcaide de Madrid, Ruiz-Gallardón e o Presidente do Atlético, Enrique Cerezo, apertaram as mãos no negócio em que por 195M€ pagos pelo Atlético de Madrid, o La Peineta iria ser convertido num Estádio de futebol com capacidade para 73.000 lugares.

Agora, com a janela de oportunidades criada com o novo estádio do Atlético de Madrid, e, acima de tudo com a oportunidade duma parceria simpática com Enrique Cerezo, que lhe possibilita às suas empresas de entrar na corrida e eventualmente construir no 175.000m2 do parque urbanístico Vicente Caldéron-Mahou, ganham outros contornos. 

Enrique Cerezo era um produtor cinematográfico, amigo do polémico ex- Presidente, Jesus Gil y Gil, construtor e produtor imobiliário, Alcaide de Marbella, preso por corrupção, falsificação de documentos e desvios de fundos, que faleceu de enfarte em 2004. Entrou na Presidência do Clube de forma transversal, um pouco à imagem da forma como Vieira veio pela mão de Vilarinho deixando a Presidência da SAD do Alverca que acabaria por definhar mais tarde.

Hoje, o valor do passe do guarda redes Roberto, ainda está mais envolto em mistério, sendo que as fontes espanholas, esperam por ver se alguma das empresas de construção civil de Luís Filipe Vieira ou dos seus amigos, irão fazer parte do grupo das privilegiadas empresas que edificarão no “caríssimo metro quadrado” ao largo do Rio Manzanares, uma das futuras pérolas da construção civil da capital Espanhola, para poder entender aquilo que não passa no momento duma simples suspeição.


Nota posterior:
Depois de colocado este post, fomos contactados por outros Blogers que nos transmitiram para já a informação de que a Inland, empresa de Luís Filipe Vieira, detém desde 2008, 40% da empresa Abasolo que construiu os painéis fotovoltaicos do Estádio Cornélia- El Prat, do Espanhol de Barcelona, que foi inaugurado em 2 de Agosto de 2009, e recebeu em 2010 o prestigioso prémio Stadium Business Award.

http://www.dforcesolar.com/pt/novo-estadio-do-espanhol-tera-paineis-solares/

http://www.europapress.es/economia/noticia-economia-empresas-fcc-galardonado-mejor-instalacion-deportiva-mundial-2010-estadio-espanyol-20100813125145.html

A Abasolo é ao que parece uma das Empresas que ganhou o concurso e que irão construir o novo projecto na Capital Espanhola.»

Encontrei também este post do Rivais à mesa (AQUI).

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Feliz ano novo!

Faço votos de um excelente 2016 cheio de saúde, prosperidade, amizade e amor!


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Benfica deve fazer mais

1) Em primeiro lugar penso que os três grandes clubes portugueses fizeram muito bons negócios.

2) Não esperava que os dois principais rivais do Benfica conseguissem valores tão próximos do SLB apesar de os negócios serem tão diferentes.

3) O Benfica vende menos direitos e por isso, se fizer o trabalho de casa, terá liberdade para nestes 10 anos potenciar os direitos que não vendeu agora e que os rivais venderam. 

4) O Benfica como uma das maiores marcas do país terá de capitalizar esta diferença em todos estes direitos. Para mim, a maior dimensão do SLB não está neste momento visível em todos estes negócios.

Segundo as contas do jornal Record, o Benfica poderá ser dos rivais aquele que pode encaixar uma verba maior (pode chegar aos 600 milhões), mesmo que os 400 que receberá da NOS sejam, à vista desarmada, o valor mais baixo na comparação com os rivais.
A conclusão é simples. Ao contrário de dragões e leões, as águias apenas cederam direitos de transmissão televisiva e retransmissão do canal do clube.

Quanto ao resto, os encarnados continuam "senhores" de negociarem a publicidade (nas camisolas e no estádio), ao contrário dos rivais, que no acordo que selaram já têm prevista esta gestão, entregue às empresas com as quais negociaram.

De resto, o Benfica já tinha negociado com a Emirates a publicidade das camisolas. «O acordo entre Benfica e Emirates valerá cerca de 8 milhões de euros anuais por três épocas e na eventualidade de ser prolongado até às 12 temporadas (como é o acordo do Sporting) a verba final poderia aproximar-se dos 100 milhões de euros. O clube da Luz poderá, também, faturar mais 20 milhões de euros pela publicidade estática no estádio, mais 16 milhões de euros de dois anos adicionais pelo seu canal televisivo e outros 15 milhões por um contrato de patrocinador de telecomunicações.». ainda de acordo com o Record. 

Além disto, importa ainda salientar que «o Benfica fica automaticamente a lucrar com a existência de novos contratos entre a NOS e outros clubes, desde que estes cheguem a valores próximos do seu próprio contrato».


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Boxing day 2015

A Premier League é a única competição europeia que não é interrompida nesta época natalícia e hoje, dia 26, temos o famoso 'Boxing Day'. Vamos ver quais os jogos mais importantes a seguir na 18ª jornada do 'Boxing Day' da Premier League.


Stoke City x Manchester United
As primeiras equipas a defrontarem-se são o Stoke City (11º) e o Manchester United (5º). Os red devils vêm de uma série de resultados negativos e Louis van Gaal já viveu melhores dias ao comando do colosso inglês. Apesar de Wayne Rooney já ter afirmado que os jogadores estão com o treinador, uma derrota com o Stoke poderá colocar o cargo de van Gaal em risco, numa altura em que tanto se fala no ingresso de José Mourinho no United.

Chelsea x Watford
Agora sem o seu Special One e finalmente com Guus Hiddink a comandar os blues até final da época, os jogadores do Chelsea (15º) têm uma boa oportunidade em casa para provar que a saída de José Mourinho foi realmente a solução para todos os seus problemas. O Watford (7º) vem de uma vitória moralizadora por 3-0 frente ao Liverpool e o Chelsea precisa de manter a forma demonstrada contra o Sunderland (vitória por 3-1), caso contrário arrisca-se a sofrer mais um dissabor em casa esta época na Premier League.

Liverpool x Leicester
Jurgen Klopp prepara-se para ter mais um teste difícil na sua caminhada à frente dos reds, desta vez frente ao líder Leicester (1º). As raposas vão tentar defender a liderança em Anfield Road, aproveitando o mau momento de forma do Liverpool (9º), depois da surpreendente derrota do conjunto de Jurgen Klopp no terreno do Watford por 3-0. O técnico alemão veio criticar os jogadores publicamente e espera uma resposta à altura no jogo de amanhã frente ao líder.

Southampton x Arsenal
O Arsenal (2º) de Arsène Wenger continua a fazer uma excelente temporada na Premier League, estando na 2ª posição apenas a 2 pontos do líder Leicester. Se asraposas escorregarem contra o Chelsea, os gunners têm uma hipótese de ouro de subir ao primeiro posto da competição. No entanto, o Southampton (12º) de José Fonte e Cédric vai querer melhorar a sua forma, especialmente por ser um jogo em casa, depois de resultados extremamente negativos.

Manchester City x Sunderland
O Manchester City (3º) continua na perseguição aos primeiros lugares ocupados por Leicester e Arsenal e tem amanhã uma boa hipótese de encurtar a desvantagem de pontos frente ao Sunderland (19º), penúltimo classificado da Premier League. Com Kompany, Fernando e Zabaleta de regressa ao onze após lesão e Aguero ainda em busca da melhor forma, os citizens precisam de melhorar o seu jogo pois na próxima jornada visitam o terreno difícil do Leicester

Todos os jogos do Boxing Day (26/12) - 18ª jornada da Premier League:
Stoke City x Manchester United (12.45h)*
Swansea City x WBA (15.00h)
Tottenham x Norwich (15.00h)
Bournemouth x Crystal Palace (15.00h)
Aston Villa x West Ham (15.00h)
Chelsea x Watford (15.00h)*
Manchester City x Sunderland (15.00h)
Liverpool x Leicester (15.00h)
Newcastle x Everton (17.30h)*
Southampton x Arsenal (19.45h)*

*Transmissão em directo e exclusivo na BTV2.

Fonte: blastingnews.com

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Renato Sanches: a águia da musgueira

O miúdo não se tinha ido embora assim há tanto tempo. Bem torcera o nariz à distância, ao rio que tinha de atravessar para chegar ao Seixal e lá ficar, longe de tudo o que lhe era familiar. Só ia a casa nos fins de semana em que o calendário era amigo e lhe dava tempo para regressar ao local de onde saíra, mas até houve um que serviu para fortalecer esta amizade. Há um sábado que manda o Benfica ir jogar contra o Águias da Musgueira e um pequenote das tranças soltas na cabeça fica feliz da vida. Veste-se com o fato de treino do clube, senta-se no autocarro e fica no meio de um monte de miúdos encarnados, como deve ser. Assim que chega ao estádio, porém, “enfia-se para dentro” da cabine certa para ele, mas errada para os clubes. Corre para balneário do Águias, para perto dos que via como seus, e “tem de ir um delegado do Benfica chamá-lo”. Renato Sanches “recusava-se a jogar contra o pessoal da Musgueira”.

É teimoso, insiste que ali não vai ajudar a nova equipa a ganhar à antiga. Chega até a sugerir — e a acreditar — que possa acontecer o contrário: “Oh presidente, emprestem-me um equipamento que eu jogo por vocês!”. Não desarma e estica a corda o suficiente para não jogar por ninguém e, depois, ainda testar se a corda aguenta mais um puxão. “No final também não quis ir lanchar com a equipa do Benfica. Veio lanchar connosco”, conta o homem que, no tal dia, o miúdo mais chateou. Mesmo cansado e a roçar a fartura com tantas entrevistas e jornalistas a baterem-lhe à porta, António Quadros deixa-se levar por uma das histórias que guarda de Renato. Ri-se por lembrar a vez em que o miúdo não quis jogar, depois das muitas vezes em que o procurou para lhe contar as andanças no Benfica. “Quando vinha a casa depois dos jogos vinha ter comigo, para me contar o que tinha feito no jogo. Lembro-me de uma em que me disse: ‘Presidente, hoje fiz três golos ao Belenenses, demos uma tareia!’ E lá lhe dei cinco euritos para ele ir comer uma bifana. Ficou todo contente”, revela.

Por isso ou por, com o tempo, “ir reconhecendo o carro à distância”, Renato passou a procurar sempre por quem ainda hoje é o presidente do Águias da Musgueira. Um golo, uma assistência ou um jogo a dar nas vistas. Qualquer desculpa servia e a verdade é que pelo menos uma delas acontecia quase todos os fins de semana. Era o suficiente para António Quadros tirar a carteira do bolso e recompensá-lo com dinheiro para pagar um pedaço de carne enfiado no pão. Foi assim, à beira do presidente e com uma pedincha disfarçada com alegria, que Renato Sanches terá ganhado o hábito que ainda hoje o faz ir ao Complexo Desportivo da Alta do Lumiar. Vai, chega, passa os portões, sobe as escadas no topo Sul do estádio e caminha até ao bar do Águias da Musgueira. É lá que costuma parar e parou para comer uma bifana depois de “acertar na baliza” quando quis “mandar um charuto para fora”.

Foi assim, de voz cheia com a ginga de quem brinca, que Miguel Martinho o cumprimentou no dia seguinte ao miúdo de 18 anos se estrear a titular no Estádio da Luz, para o campeonato — com um golaço. Quando chegamos ao bar com vista para o relvado, Miguel é uma de quatro pessoas sentadas à mesa que resistem ao avanço da hora de almoço. Passou o tempo dos clientes comerem, é altura de os patrões encherem a barriga e a cozinheira, de bata vestida, partilha mesa com o hoje responsável pela formação do Águias da Musgueira. É ele que estranha a cara que não conhece e pergunta quem é a visita. “Ah, mais um jornalista”, desabafa. Sabe logo ao que o Observador ali vai, como Renato Sanches sabia quando, horas depois a disparar um míssil contra a Académica, o apanharam ali a comer uma bifana. “Os jornalistas tiveram a sorte de apanhar o gajo a comer. O chavalo até ficou meio coiso: ‘Eish, nem aqui me deixam em paz. Já sabem que não posso falar’”, diz, esclarecendo que o Benfica “não o deixa falar”, ao contar a reação que viu o jovem ter ao ser descoberto no sítio onde julgava estar escondido.

Ninguém no bairro o terá denunciado ou batido com a língua nos dentes. Não, a fama foi atrás de Renato porque, em mês e meio, o médio finta as expectativas, estreia-se pelo Benfica, passa a titular e torna-se o mais novo deste século a marcar pelos encarnados em casa (o Observador vai à Musgueira após o jogo com o Atlético Madrid, na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões). Daí a apanharem-no a comer uma bifana onde as come sempre foi um instante. “Quando tem folgas ou joga ao domingo em Lisboa, aparece. Sempre que pode vem cá ver o pessoal e os jogos dos juniores e dos seniores”, garante Miguel, cada vez mais alegre à medida que se vai alongando a conversa sobre Bulo, alcunha inventada pela avó materna e pela qual o tratam familiares, amigos e desconhecidos. Porque rara é a alma na Musgueira que não sabe quem ele é desde que, há 11 anos, o Benfica o levou. E por isso é que Vítor Pereira chegou a ser uma raridade.

“Foi o ano passado, não foi?” Enquanto diz isto, Miguel vira a cabeça para a esquerda e aumenta o tom de voz, como um anzol que se lança para pescar a atenção de quem está sentado na mesa ao lado. Além da chávena de café e do copo balão, meio cheio com whisky, Vítor passa a ter a distração da conversa. Antes de intervir, o senhor dos óculos assentes na ponta do nariz dá uns segundos para Miguel Martinho introduzir a história. “Bem, o Renato é conhecido aqui no clube, toda a gente sabia que ele jogava no Benfica”, começa por dizer, sobre “aquela vez” em que o Águias da Musgueira organizou um jogo — uma “Taça da Amizade” — com o Alta de Lisboa, o rival com quem “não se dá bem”, mas partilha relvado. “O Vítor estava na porta do estádio e qualquer pessoa tinha de pagar bilhete. Mas o Renato estava habituado a chegar aqui e entrar logo, sem pagar. Não dizia nada e entrava porque toda a gente o conhecia”, resume.

Toda a gente menos Vítor Pereira, à altura acabado de chegar à presidência do clube e sem tempo para saber quem era o miúdo das tranças que passara por ele mudo e calado. “Fiquei em brasa, estava um bocado para o embroado já. Virou-me as costas e entrou por ali dentro sem dizer boa tarde nem nada, como estava habituado a fazer”, recorda, para depois contar que foi “logo atrás dele”. Assim como Vítor “não o conhecia de lado nenhum”, também Renato “não fazia a mínima ideia” de quem era o homem que o obrigou, e aos amigos, a pagarem um euro pelo bilhete que nunca costumavam precisar. “Estava habituado a fazer isso. A direção tinha mudado, ele não sabia e pronto, deu naquilo. Mas ele percebeu e depois pediu desculpa. Coisas de miúdo”, resume, cara séria, deixando que Miguel se ria pelos dois. Como Renato Sanches, há outros “quatro ou cinco que jogaram à bola” no Águias e, quando aparecem por ali, fazem o mesmo — Miguel Rosa, hoje no Belenenses, ou Bruno Patacas, que passou épocas no Nacional da Madeira, são exemplos.

Elson Tavares podia ser outro. Uma “cena de miúdo”, porém, fez com que um azar se agravasse para um problema e Elsinho, diminutivo pelo qual a Musgueira o trata, não conseguiu arranjar lugar no comboio encarnado que deu boleia a Renato Sanches. Embora ainda o tenha chegado a apanhar. “Sou dois anos mais velho que ele e, antes de irmos para o Benfica, apareceu-me uma coisa no joelho. Na altura, claro, só queria jogar, jogar e jogar, não queria parar para tratar”, conta, ainda equipado e com um sorriso conformado, no final de um treino dos seniores do Águias. É lá que joga o médio rápido de pés e cheio de ideias na cabeça sobre o que fazer à bola que, em miúdo, também ficou bem visto nos olhos do Benfica. Tanto que ele e Renato a enfiaram-se no carro de António Quadros e foram “treinar a um campo ao lado do Estádio da Luz”, para ver no que dava.

Deu em coisa boa, porque “passado um quarto de hora, nem tanto, e alguns pais que estavam na bancada a ver o treino começaram a perguntar: ‘Epá, quem é aquele pretinho que ali está a jogar?’”. O então e hoje presidente do Águias ficou “caladinho que nem um rato”, mais preocupado em ouvir do que em falar. “É que o puto é mesmojeitozinho, olha para aquilo, ele toca na bola e acontece sempre alguma coisa”, escutou também. E o que de bom ouviu boca alheia dizer nesse dia era sobre Renato, e não Elsinho, mesmo que o Benfica tenha decidido ficar com ambos. “Mas só fiquei à volta de duas semanas, não mais do que isso. Eles viam que estava a coxear muito e disseram-me que, como o problema era anterior, mandaram-me embora”, lamentou, sem mágoa na confissão. O telefone da Luz ainda o chamou mais duas vezes, mas nunca conseguiu fintar o joelho e arrancar rumo à baliza para onde hoje vê Bulo a correr.

Elsinho ficou, Renato foi e daí que hoje já não se deem “tanto como antes”. Cumprimentam-se, falam e metem a conversa em dia quando se veem, que é como quem diz, quase sempre que o menino bonito da Luz aparece na Musgueira. Não precisa de estar muito com ele para saber que “ele não se tem deslumbrado” com os pulos que deu no último mês. “Tem-se mantido concentrado”, garante, antes de carregar no “naaa” com que começa por responder ao Observador, que lhe pergunta se Renato Sanches tem sentido pressão: “Vê-se logo dentro de campo que não acusa nada”. Como se viu quando deu meia volta com a bola e a bateu com força para a convencer a entrar com um golaço na baliza da Académica. Ou quando se fartou de a pedir no pé, os 18 anos a mostrarem-se enquanto os graúdos da equipa se escondiam, na última meia hora com o Atlético de Madrid. Longe de um relvado, Renato “é um bom amigo, brincalhão e nada tímido”, mesmo que Miguel Martinho diga que ele “só dá conversa às pessoas com quem tem confiança”.

Como a irmã mais velha, que muitas vezes lhe arranjou as tranças que tem penduradas na cabeça, ou os dois irmãos mais novos. E a Dona Maria, a mãe, que à medida que os anos foram passando, sempre foi confiando em António Quadros e lhe foi dizendo: “Toma conta do meu menino”. O presidente não esquece o dia em que um dirigente do Benfica lhe disse que pretendia ficar com Renato Sanches e estava desejoso para que a mãe pegasse na caneta e assinasse o consentimento. “Não, não, eu não assino nada sem a ordem aqui do Sr. Quadros”, disse, como reproduz a memória do homem que, em 1963, foi um dos fundadores do Águias da Musgueira. Nunca em tantos anos de clube teve que dar conversa a tantos jornalistas e pessoas curiosas em saber a história do miúdo que dali veio.

António encolhe os ombros enquanto diz que “já não [tem] nada para dizer”, mas, da primeira vez que falou para uma entrevista, Renato “foi logo” ter com ele. “Presidente, você é o responsável por isto tudo, portanto, agora aguente-se!”, disse, na altura, Bulo, dando um troco na mesma moeda que o presidente do Águias lhe deu quando o menino fez birra ao saber que ia jogar para o Benfica. “Ele não reagiu bem: ‘O quê? Não vou nada, não quero ir, não vou para o Seixal, é muita longe!’. Fui-lhe dizendo que era bom para ele, para o seu futuro, e para se aguentar porque tinha condições para lá ficar durante muito tempo. Mas a vida dele era aqui, com os amigos e a família”, conta quem, há uns anos, perdeu a visão mas não deixou a memória ganhar ferrugem. Por isso não se esquece das 25 bolas e da “compensação financeira” que um dirigente do Benfica, que já não o é, lhe prometeu quando Renato Sanches se mudou para o Seixal.

Lamenta o facto de a promessa não ter ficado escrita em papel, sem disfarçar algum desalento que nem a iminente reunião com Nuno Gomes, o atual diretor da formação do Benfica, consegue curar. “Aposto que não vai dar em nada, estou mesmo à espera ele diga: ‘Desculpe lá, mas nessa altura não era eu que estava à frente da formação’. O problema é que foi um acordo de boca e, na altura, eu confiei”, lamenta. António, contudo, admite que lhe “dá alegria” hoje ouvir, de três em três dias, “os comentadores na rádio e na televisão” dizerem que “o melhor jogador do Benfica em campo começou no Águias da Musgueira”. Talvez o digam por verem, como vê Miguel Martinho, o responsável pela formação do pequeno clube, um “daqueles putos a quem chamamos jogador de bairro”. Porque “se lhe dissessem, depois do jogo com a Académica, que tinha de ir jogar pela equipa B dali a meia hora, ele jogava e chegava lá com a mesma garra”. Os futebolistas que “crescem no bairro são assim”, resume. Algures por aí, Renato Sanches estará a acenar que sim com a cabeça.

Fonte: observador.pt

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O baile do Sporting...

Deve ser esta a causa de tanto gemido e gritaria



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Orgulho ferido

É esta a mensagem simples que tem de passar para os jogadores e responsáveis actuais do SL Benfica. É este o sentimento que reina na nação benfiquista e os homens que neste momento têm a sorte de vestir o manto encarnado sagrado devem exibir-se consoante este sentimento dos milhões de benfiquistas. A rivalidade com o Sporting está marcada a tinta no ADN do que é o SLB mas marcada de uma forma muito especial. Ao contrário de outros clubes grandes o registo do Benfica com o seu maior rival histórico é claramente um registo de superioridade, ao longo das décadas. Superioridade clara em títulos, em vitórias, em adeptos, enfim, em tudo! Isto não pode nunca ser colocado. 

Outra característica escrita muito fortemente na mística do clube da águia é a capacidade de responder com força e de uma forma clara às derrotas. Derrotas dolorosas vai sempre haver, estamos a falar de um jogo, é mesmo assim. A diferença é a forma como se reage a estes murros e como ao longo da história (excepção ali no final da década de 90 e princípio do novo milénio) o Benfica tem sabido responder a noites menos boas. Foi assim quando foi vergado por 7-1 em casa do Sporting, pois quando se fizeram as contas desse campeonato foi o Benfica que levou a Taça. Foi assim quando depois dos 5-0 e na visita seguinte ao Dragão os encarnados venceram o FC Porto por 0-2. Tem de ser assim hoje!


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Hat-trick de roubalheira

Isto não é colinho é um escândalo! Três jogos seguidos a serem beneficiados pela arbitragem. Grande vénia a Bruno de Carvalho que de uma maneira nunca vista conseguiu em poucas semanas condicionar vergonhosamente as arbitragens. Mas ganhar assim vai lá vai...


Isto é penalty! Com 0-0. Aos 84 minutos! Vergonha!
E não, não há penalty nenhum 2 minutos depois sobre Slimani. Nem vão por aí! Quem faz a primeira falta é o avançado do Sporting. Depois o defesa desequilibra-se e cai em cima do argelino.

Recordo que na jornada anterior os leões venceram por 1-0 com um penalty conquistado numa jogada manchada por um fora de jogo de 1 metro e que no derby Carlos Xistra "não viu" um penalty cometido sobre Luisão com o jogo ainda em 0-0.
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Domingão


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Colinho em Alvalade

Depois do Sporting ter sido muito, mas mesmo muito, ajudado por Carlos Xistra no derby da 8ª jornada volta a arbitragem a favorecer claramente a equipa de Bruno de Carvalho na recepção ao Estoril. No lance que decide a partida há um fora de jogo gigante do avançado leonino que depois sofre o penalty que derrotou o Estoril. Epá, entreguem já a Taça!


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Tondela 0-4 Benfica: depende do adversário

O Benfica conseguiu ontem uma expressiva vitória na deslocação a Aveiro para defrontar o modesto Tondela. Os quatro golos sem resposta não disfarçam a sensação de que este SLB de 2015/16 joga consoante o que o adversário deixa. No entanto, só com vitórias é que uma equipa começa a crescer e a ganhar confiança para se impor com todos os adversários. Frente a um Tondela que também vive um mar de incertezas fica a vitória, a primeira fora para o campeonato, e o final da série sem marcar golos longe do Estádio da Luz. 


Agora segue-se jogo decisivo da Liga dos Campeões frente ao Galatasaray. Já terça-feira no Estádio da Luz.
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Jorge Jesus volta a atacar o Benfica

A troca de palavras entre Benfica e Sporting está para durar. Desta vez, é Jorge Jesus novamente o protagonista, ao dizer numa entrevista à GQ que Rui Costa é o único elemento da estrutura do Benfica que percebe de futebol.

Jorge Jesus conta que no regresso à Luz, no passado domingo, não esteve com os seus ex-jogadores mas apenas com Rui Costa, a quem tece os maiores elogios. “Ele é o único elemento daquela estrutura que percebe de futebol, é o único elemento que tem algum conhecimento das coisas. É, na minha opinião, o elemento que dá àquelas pessoas que gravitam todas à volta da estrutura do futebol, e que não entendem nada daquilo, alguma sustentabilidade ao nível do conhecimento do jogo e do jogador”, diz Jesus na entrevista à GQ, cuja nova edição chegará às bancas na próxima semana.

“O eventual futuro que o Benfica possa ter no futebol ou passa pelo Rui Costa, ou não passa por ninguém”, diz Jorge Jesus, com quem o Benfica está em litígio pedindo uma indemnização de 14 milhões de euros por quebra de contrato.

Nesta entrevista, o treinador do Sporting falou ainda sobre a sensação que teve no regresso à Luz, onde os “leões” venceram por 3-0. “"Senti respeito. Senti que ali passei momentos felizes da minha carreira desportiva, mas, neste momento, estava do outro lado. Normalmente, estava no banco oposto àquele... Nada disso mexeu comigo porque sabia que estava a dirigir outra equipa. Tinha de estar com a minha autoconfiança como quando estava sentado no outro banco, neste caso, do rival.”

E sobre a reacção dos adeptos – foi assobiado – disse que não ficou surpreendido: “Não esperava que me aplaudissem, não esperava que me dessem flores.”

Jesus foi ainda confrontado com a imagem que algumas pessoas têm dele: a de que é arrogante. E respondeu de forma curiosa, confessando que gosta do confronto: “Às vezes, se calhar, parece que tenho um pouco de arrogância. Mas, às vezes, também sei que tenho, quando quero e para quem quero. Conforme os momentos. Dá-me gozo. Eu gosto do confronto, e como gosto do confronto aquilo que vocês transformam em arrogância é um pouco isso. É um pouco fazer sentir ao outro: ‘Queres confronto? Então vamos lá para o confronto!’”

Nos excertos da entrevista divulgados pela GQ, fica ainda a saber-se o momento que Jorge Jesus considerou ser o mais difícil de gerir na sua carreira: o empurrão que o avançado Oscar Cardozo lhe deu, após a derrota na final da Taça de 2013. “Mas, depois, consegui resolver com alguma facilidade porque ele é um miúdo bom. Aquilo foi um momento, não digo de loucura dele, mas de algum desequilíbrio emocional porque tínhamos perdido duas finais numa semana."

Fonte: publico.pt
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Suspeitas de corrupção em Alvalade

Agora o feitiço virou-se contra o feiticeiro. As más línguas mudaram-se para o outro lado da 2ª circular.

A derrota dos albaneses do Skenderbeu em Alvalade, no passado dia 22, por 5-1, em partida referente à 3.ª jornada do Grupo H da Liga Europa, não mereceu muitos comentários no mundo do futebol. Afinal de contas, uma equipa albanesa a ser goleada (ainda por cima na condição de visitante) não é novidade. E nem o facto de o Sporting ter apresentado vários suplentes levantou grandes suspeitas. Contudo, não deixou de ser estranha a forma como os futebolistas do campeão da Albânia cometeram dois penáltis escusados na primeira parte ou como ficaram em desvantagem numérica também antes do intervalo.

Uma semana volvida, porém, ficou a conhecer-se um volume invulgar de apostas em torno da partida. E no entender da Federbet, a associação que monitoriza a maioria das casas de apostas com o intuito de impedir os jogos combinados, há alguma coisa que não bate certo. De resto, o Skenderbeu já tem atrás de si um historial com mais episódios considerados, no mínimo, suspeitos. Por isso mesmo, e apesar da UEFA estar atenta ao caso mas sentir-se “de mãos atadas”, a Federbet ameaça denunciar o clube albanês à polícia suíça. Isso mesmo foi noticiado em Espanha através do “El Confidencial”.

O lance do 4-0
Para além das situações invulgares da primeira parte e do “patrocínio” do guardião albanês no lance do 4-0, o que fez disparar o alarme da Federbet foi o que se passou nos últimos minutos. Com a partida decidida - e apesar do Sporting ter um homem a mais, jogar em casa e ser muito mais forte -, a lógica diria que poderiam aparecer mais golos, mas o comportamento dos apostadores foi contrário ao habitual. Quando Tobias Figueiredo assinou o quarto golo dos leões, aos 69 minutos, um eventual quinto remate certeiro pagava 1,55 por cada euro apostado. Depois, e com o passar dos minutos, a odd subiu para 1,68 aos 72’. Tudo normal, pois quanto mais se aproxima o final do encontro, a tendência é subir o prémio para quem aposta em mais golos e baixar a recompensa de quem acredita que o resultado não vai sofrer alterações. A questão é que a partir dos 72 minutos entrou imenso dinheiro em jogo. Quando o volume não é exagerado, as casas de apostas nem alteram as odds, mas quando a verba ultrapassa determinado limite é preciso reagir. E é aqui que tudo fica difícil de explicar. Com o relógio a andar, de repente o que deveria estar a valer 1,7 ou 1.8 caiu para 1,33.

“Minuto a minuto as apostas para o total de golos e para a diferença entre as duas equipas revelavam apostas contra toda a lógica”, explicou ao “El Confidencial” o secretário geral da Federbet, Francesco Baranca. E a verdade é que o 5-0 surgiu aos 77 minutos...

Baranca diz ainda que pode existir uma razão para a expulsão, para os penáltis sem razão aparente e para o “frango” do guarda-redes do Skenderbeu. “Segundos nos informaram várias testemunhas, quando uma partida está ‘controlada’, os jogadores que fazem coisas sem razão aparente podem estar a fazê-lo para receber bónus”. Esta forma de actuar tem quase sempre como origem a Ásia e os especialistas estimam que numa partida da Liga Europa, com estes “truques”, se pode ganhar entre 5 a 10 milhões de euros.

Para a Federbet tudo poderia ter sido apenas e só um mau para a equipa albanesa, pois isso pode suceder até às grandes formações mundiais. Porém, não é preciso recuar muito no tempo para encontrar mais situações suspeitas envolvendo este clube deveras misterioso que esteve para desaparecer em 2009, antes de ser comprado por um empresário local que, num ápice, levou a equipa à conquista dos derradeiros cinco campeonatos locais, a “via verde” para a entrada nos jogos que valem muito dinheiro no mercado das apostas ilegais.

A Liga dos Campeões
A 21 de julho, nas pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o Skenderbeu atuou na Irlanda da Norte, contra o Crusaders, depois de ter ganho por 4-1 em casa. Aos 78 minutos, os albaneses lideravam 2-1 face a um conjunto semi-profissional. De repente, as apostas viram contra a lógica e passa a ser mais expectável um novo golo dos norte-irlandeses. “A odd devia estar por volta dos 5 euros por cada um apostado, mas face ao dinheiro que entrou acabou em 1,9”, recorda Baranca. E o que é aconteceu? O Crusaders marcou dois golos nos descontos… Em jogo estavam entre 1 e 3 milhões de euros em apostas “anormais”.

Em agosto, na segunda mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões, o Dínamo Zagreb (onde alinham vários futebolistas portugueses) estava comodamente a vencer por 3-1, em casa, depois de já ter ganho o primeiro duelo, na Albânia, por 2-1. Com a eliminatória decidida, os croatas não queriam mais nada do jogo, pois não precisavam. De resto, até jogavam em inferioridade. Mas, aos 78 minutos, as odds indicavam apenas 1,2 para que a equipa local voltasse a marcar. A Federbet diz que, nestas condições, o valor devia andar por volta dos 2,5. A questão é que, mais uma vez, entrou um ror de dinheiro (entre 5 a 10 milhões de euros) e o Dínamo, mesmo só com 10 elementos, marcou aos 80 minutos.

Até alguém ter começado a juntar todos estes “pormenores”, o Skenderbeu era um caso de sucesso, já que nunca uma equipa albanesa tinha chegado tão longe nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Baranca estranha, contudo, a passividade da UEFA, ao contrário do que sucedeu em 2011 com os turcos do Fenerbahçe. “Que mais precisam para fazer algo? Falam do milagre albanês, até por terem conseguido a classificação para a fase final do Europeu de 2016, mas a verdade é que há 15 anos que ‘arranjam’ jogos”, denuncia, salientando ainda que existir um vice-presidente albanês na UEFA…

Fonte: record.pt
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Agora já não falam de arbitragem. Tudo dito então

As semanas que antecederam o derby foram semanas de ataques constantes à arbitragem pelos responsáveis do Sporting. Um ataque brutal que já não se via há anos. Noto com curiosidade que depois do jogo nada mais se ouviu a Bruno de Carvalho sobre o caos que estaria a minar uma das áreas mais importantes do futebol nacional. Penso que então está tudo dito sobre o que se passou na Luz com Carlos Xistra... 

Os benfiquistas são diferentes, não gostam muito de colocar as culpas em terceiros dos erros próprios. Sabemos que somos muito maiores que os nossos rivais e que para ganhar basta fazermos as nossas coisas bem feitas, mesmo com tudo o que nos puderem lançar de fora. Tenho orgulho de ser de um clube assim.

Agora, isto é penalty sobre Luisão! Bryan Ruiz o culpado. Ainda com 0-0! Momentos antes do 0-1. Seria um jogo completamente diferente...


E não me venham com tretas que na área, no seguimento de um lance de bola parada, vale tudo. É falso. Os abraços, os encontrões, os empurrões, os bloqueios é uma coisa. Outra é agarrar o equipamento de um jogador. As leis do futebol são muito claras! Qualquer puxão de qualquer equipamento de um futebolista é livre directo. É o que está escrito.

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O que aconteceu no Benfica?

O Sporting conseguiu ontem uma das suas maiores vitórias frente ao eterno rival Benfica. Em pleno Estádio da Luz, os leões bateram os bi-campeões nacionais por 0-3, resultado construído na 1ª parte por Teo Gutiérrez, Slimani e Bryan Ruiz. Uma autêntica humilhação servida sobre o comando de Jorge Jesus que deixa os encarnados longe do 1º lugar e do tri-campeonato. Do outro lado da 2ª circular está agora o líder isolado da I Liga e maior candidato ao título nacional.


Isto no futebol não há espaço para grandes dúvidas, há vencedores e derrotados. Esta temporada está a começar a parecer que vai ser um baile de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus a Luís Filipe Vieira e Rui Vitória. Já muito aqui escrevi sobre a minha estupefacção com a escolha de Vieira de terminar um dos ciclos de maiores vitórias do Benfica e deixar fugir JJ para Alvalade. Ele é o grande culpado e terá de sair da Luz se a temporada acabar em desgraça. A famosa estrutura que não precisava de Jorge Jesus tem sido esmagada em toda a linha. Onde andou a estrutura nestas últimas semanas quando o Sporting construiu esta vitória nos media? Também aí Bruno de Carvalho goleou.
Luís Filipe Vieira cometeu o mesmo erro que o SLB já tinha cometido com Toni e Mourinho e isso dá porcaria. Pagou-se na altura e vai-se pagar agora. Sei que há muitos benfiquistas que nunca foram com Jorge Jesus, tem uma personalidade especial, para dizer pouco. Mas na vida quem coloca à frente da competência a personalidade nas suas avaliações não vai longe. Escrevo com alguma certeza no que se segue: Jorge Jesus seria campeão no Benfica este ano. Veja-se como o FC Porto está igual... Veja-se como o Benfica piorou tanto... Jorge Jesus é, com todos os seus defeitos, o melhor treinador em Portugal. De longe!

Ontem sai do Estádio da Luz com bastantes certezas, ideias que já tinha mas que ontem se confirmaram em toda a linha. Uma delas é que a aposta na formação não dá títulos. Tirando os das capas dos jornais... Vi anos seguidos a acontecer no Sporting e agora irá acontecer no Benfica. Tem piada, é engraçado, dá gozo ver os miúdos brilharem aqui e ali mas quando chegamos aos jogos grandes, onde de facto se constroem títulos nacionais, os miúdos não servem. Anos e anos a ver isso a acontecer ao Sporting sempre que ia ao Dragão ou à Luz. Estes jogos definem-se, quase sempre, na categoria individual dos intervenientes, veja-se como os avançados do Sporting, com toda a calma do mundo fizeram a diferença. Pois, mas aquele tridente custou dinheiro. Houve investimento, não se cedeu às propostas do mercado. O que há, e como eu fico de boca aberta, é uma lagartização do Benfica e uma aproximação do Sporting às ideias que levaram o Benfica ao topo do futebol português. O SLB aposta na formação e não consegue ganhar os jogos contra os seus rivais (3 jogos esta temporada 3 derrotas, nenhum golo marcado). Tem 12 jogos oficiais 5 derrotas, isto é um número horroroso.

Por fim pergunto, foi Rui Vitória que decidiu isto? Não! Quem decidiu é que é o culpado. O Sporting falido, sem ir à Champions, investiu em internacionais, não vendeu ninguém e ainda foi buscar Jesus, Falido mas investiu para sair do buraco. O Benfica não, vinha dos títulos, desmantelou o 11 tipo nos últimos anos e agora lança às feras uma mistura de miúdos com os velhos que não conseguiram grandes transferências. É a total incompetência e isso a um nível de topo custa muito caro.

Infelizmente, a minha avaliação é totalmente destrutiva, mas sinceramente depois da pré-época em que se destruiu tudo o que havia, não se pode agora tentar vender milagres. Não contem comigo para isso. Vieira - RUA! Já! 
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