O impacto de Jorge Jesus no SCP

Uma perspectiva interessante que fui buscar ao Cabelo do Aimar e apesar de não ser um defensor aguerrido do papel da formação nos grandes em Portugal não deixo de assinalar o colocar em causa de um dos maiores dogmas do futebol nacional (a formação do SCP):

«O impacto do Jorge Jesus na estratégia desportiva do Sporting pode ser constatado na lista de convocados para o jogo do Estoril. O ADN do Sporting é a formação. O pessoal goza com muita coisa, mas existe algo que, penso, ninguém discute: a qualidade da formação sportinguista e isto desde os anos 80.

O Benfica começou recentemente a apostar na formação. Recuperámos muito do atraso que tínhamos em relação ao Sporting neste aspecto. Começam a sair jogadores de qualidade internacional, os jovens do Benfica são seguidos e, no futuro, parte da selecção nacional será constituída por jogadores que passaram pelo Seixal. Mas não podemos dizer que a formação esteja no ADN do Benfica, pelo menos nos dias que correm.
 
Esta foi então a lista de convocados do Sporting para o jogo do Estoril: 7 portugueses, 2 dos quais guardar-redes e o João Pereira. Se JJ continuar pelo Sporting, daqui a 10 anos, se a selecção tiver 2 jogadores formados no Sporting já é muito. Mas os sportinguistas não vão querer saber porque, se JJ ficar por muitos anos no Sporting, será sinal que teve sucesso... às custas da identidade do clube, mas teve sucesso...

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Rui Vitória faz milagres

O Benfica ganhou por 2-0 em casa do Chaves e soma e segue na Liga: 1º lugar, melhor ataque, melhor defesa e nenhuma derrota. 

Neste contexto, quem sou eu para por em causa a competência de Rui Vitória principalmente depois de mais uma excelente vitória com uma série de problemas, complicações e roubalheira no caminho do Benfica mas:

- se alguém quer colocar a baliza do Benfica em perigo é só bombear bolas para as costas de Nelson Semedo que é o aí Jesus. André Almeida por favor mister;

- Lisandro Lopez não dá segurança e é displicente... Luisão merece uma oportunidade;

- Salvio, com muita pena minha, perdeu as capacidades físicas para jogar ao mais alto nível. 



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Portugal. O bug do milénio

Na baliza, Quim (Braga). À sua frente, quatro homens entre Nélson (Porto), Couto (Lazio), Jorge Costa (Porto) e Rui Jorge (Sporting). No meio-campo, Paulo Sousa (Panathinaikos) orienta Figo (Real Madrid), Rui Costa (Fiorentina) e Simão (Barcelona). No ataque, a dupla sportinguista Sá Pinto e JVP. No banco, o selecionador António Oliveira. Estamos a 3 de setembro de 2000 e é o arranque da qualificação para o Mundial-2002, em Tallinn. Ganhamos 3-1, com golos de Figo, Rui Costa e Sá Pinto.

Avançamos uns quantos anos e já estamos a 19 de novembro de 2013. É o último jogo de qualificação para o Mundial-2014, versão play-off. Em Estocolmo, ganhamos 3-2 com hat-trick de Ronaldo. Na baliza, Rui Patrício (Sporting). À sua frente, quatro homens entre João Pereira (Valencia), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (Fenerbahçe) e Coentrão (Real Madrid). No meio-campo, Moutinho (Monaco), Miguel Veloso (Dínamo Kiev) e Meireles (Fenerbahçe). No ataque, Hugo Almeida (Besiktas) puxa os centrais para trás na tentativa de estender a passadeira aos extremos Nani (United) e Ronaldo (Real Madrid).

Para quê esta lenga-lenga toda? Nem sequer há um único elo de ligação. Calma rapaziada. Fala-se das qualificações para o Mundial. As de Portugal. De 2000 a 2013, a seleção faz 46 jogos. O primeiro é o tal 3-1 em Tallinn. O último é o fascinante 3-2 em Estocolmo. Voltamos amanhã a essa contabilidade, com a Suíça, em Basileia. É o 47.º jogo de apuramento para os Mundiais desde a chegada do ano 2000. Sabe dizer-nos quantas vitórias acumulamos? Isso é um 31. Da armada? Nope. É mesmo um 31. Ao todo, 31 vitórias. Ah, bom. Clap clap clap, aplausos. Somos merecedores de aplausos pela elevada percentagem de sucesso. E empates, quantos temos? É um 31. Da armada? Nope, again. É mesmo um 31. Só que invertido. Habemus 13 empates, uns mais escandalosos que outros. Como aquele 2-2 em Vaduz, com o Liechtenstein, em que entramos a ganhar 2-0 e sofremos dois golos de uma equipa de amadores. Ou como aquele 0-0 em Braga, com a Albânia. No final, Carlos Queiroz falha o flash interview com esta justificação engraçada: “Há muitos elevadores e escadas no estádio.”


Queiroz. Ainda bem que o homem aparece no texto. Até parece de propósito. Não é, acredite. Acontece que o homem tem aqui uma história com a gente em matéria de Mundiais. Ora bem, vamos lá a contas. Se ganhamos 31 jogos e empatamos 13, isso dá 44. Faltam dois. Ou melhor, duas. Derrotas. Sóóóóó? Isso mesmo, só. É obra. É Portugal Continental e ilhas (obrigado Pauleta, Eliseu, Ronaldo e afins) no seu melhor. Quais são, quais são? A impaciência é grande, enorme. A malta quer saber. Antes de mais, a Malta não é tida nem achada para este assunto. Quer dizer, ganhamos-lhe 4-0 lá, 4-0 cá. Com o professor Queiroz. O tal.

O tal que contabiliza a primeira derrota nacional em qualificações para os Mundiais desde 2000. Em Alvalade, a uma quarta-feira, 10 de setembro de 2008. No apito, o catedrático Howard Webb (Inglaterra). Eles, os “maus”, vestem-se de branco. Nós, os “bons”, de vermelho. Hugo Almeida cruza e Nani empurra, 1-0 aos 42’. Penálti sobre o capitão Nuno Gomes e Deco transforma, 2-1 aos 86’. Daí para a frente, é um triste fado, escrito por Poulsen (89’) e Jensen (90’+1). A Dinamarca ganha 3-2. O onze inclui nomes como Quim (Benfica); Bosingwa (Chelsea), Ricardo Carvalho (Chelsea), Pepe (Real Madrid) e Paulo Ferreira (Chelsea); Raul Meireles (Porto), Maniche (Atlético Madrid) e Deco (Chelsea); Nani (United), Hugo Almeida (W. Bremen) e Simão (At. Madrid) (cap). Ou seja, nenhum leão em Alvalade. Poissss. Assim é complicado, amigos.

Passam-se uns jogos, viram-se uns anos, olá 2012. Mais precisamente, 12 de outubro. Em Luzhniki, a espinha dorsal do Euro-2012 está lá, com a grande maioria a chamar a si o protagonismo. Casos de Rui Patrício (Sporting), João Pereira (Valencia), Pepe (Real Madrid), Bruno Alves (Zenit), Coentrão (Real Madrid), Miguel Veloso (Dínamo Kiev) e Moutinho (FCP); Nani (Man. United), Postiga (Saragoça) e Ronaldo (Madrid) (cap). O único intruso, por assim dizer, é Ruben Micael (Braga). Um golo madrugador de Kerzhakov, aos 6’, atira-nos ao tapete e nunca mais nos levantamos. Quer dizer, até sairmos de Moscovo. A partir daí, voltamos à cepa torta: empates assim-assim e vitórias categóricas, como aquelas duas dos hat-tricks de Ronaldo, em Belfast (4-2 à Irlanda do Norte) e Estocolmo (3-2 à Suécia). Desta vez, em Basileia, o capitão está fora. Por lesão. Amanhã, lá teremos de puxar carroça sem ele. Caso contrário, será um 31. Da armada.

Fonte: Rui Miguel Tovar in Observador.pt
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Tecnologia Nacional Lidera no Futebol‏

1º evento a nível mundial de futebol amador com GPS

Startup portuguesa lança tracking inovador de GPS de futebol fora dos clubes profissionais.
1 milhão de dados GPS recolhidos em apenas um dia de evento

Este último fim de semana em Leiria o futebol nacional liderou em mais outra faceta a nível mundial. Pela primeira vez numa competição de futebol amador cada jogador foi avaliado em termos físicos e tácticos através do tracking dos seus movimentos. Este tipo de produto que está a mudar o futebol (ex: sucesso do Leicester em Inglaterra) e estava disponível só para clubes profissionais a elevados custos, passa a estar disponível para os atletas de futebol amador, devido à inovação e empreendedorismo da Magicoach.
A recolha dos dados é realizada  através de dispositivos GPS Magicoach colocados numa braçadeira em cada jogador. Estes geram um vasto conjunto de indicadores físicos e tácticos que permitem avaliar o desempenho individual, assim como aumentar a interacção entre os vários jogadores. São calculados através de algoritmos, nomeadamente, o número de quilómetros percorridos, a quantidade de sprints, a velocidade máxima e a percentagem do tempo em esforço. Todos estes indicadores agregados confluem nos Magicpoints, que permitem uma avaliação física integrada de cada jogador. Na componente táctica são medidas as zonas de maior influência de cada jogador no campo, criando-se a partir daí um mapa posicional do seu jogo. No evento deste fim de semana cada equipa pôde saber qual o seu estilo de jogo e esforço de cada jogador e a Magicoach pôde designar os melhores em cada categoria, aos quais foi entregue uma taça de vencedor.
Os mais de 250 jogadores, responsáveis de equipas e organização do evento foram unânimes em considerar a experiência um sucesso ao acrescentar aos jogos uma nova componente de competição e interacção.
Sobre a Magicoach e potencial de mercado
A Magicoach é uma startup portuguesa que antecipou há 2 anos uma oportunidade de mercado de trazer as análises avançadas de futebol para os 250 Milhões de jogadores amadores a nível mundiall. Desde aí investiu em criar algoritmos avançados, aparelhos GPS e em criar uma nova experiência competitiva com rankings, desafios, mapas e outras novidades a serem lançadas em breve. A tecnologia foi já avaliada com o Selo Excelência da Comissão Europeia no âmbito do projecto SME Instrument ().
Lançamento mundial em Setembro
O lançamento do Magicoach no mercado mundial está previsto para Setembro, através de uma campanha de crowdfunding, que permitirá aos jogadores e outras entidades aceder ao produto a preços promocionais e em primeira mão. Está já disponível a aplicação mobile para iOS e Android que irá sincronizar com os aparelhos GPS e onde se podem ver já muitas das capacidades e gráficos da mesma.
Recursos úteis:
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Campeão Europeu!

É hoje quarta-feira e ainda me caem lágrimas ao ver imagens de Domingo! Mágico! Que sonho! Obrigado Fernando Santos! Obrigado Capitão CR7! Obrigado aos 23 jogadores heróis nacionais! Obrigado Portugal!



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Campeões da Europa!!!

Uma imagem para a história! Ainda não caí em mim! Viva Portugal!


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Até os comemos!!!!!!

Força Portugal!!!!


(ilustração de José Paulo)
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Melhores e Piores E

Voltamos a apresentar esta rubrica agora com os jogadores das seleções do Grupo E, Itália, Bélgica, República da Irlanda e Suécia
. A divisão é feita entre melhores e piores de todas as seleções de cada grupo, tendo cada metade 4 secções: Defesa (incluindo o Guarda-Redes), Meio-Campo, Ataque e Selecionador.


Apreciamos comentários sobre as nossas escolhas!

Melhores - Defesa:
- O tridente de defesas centrais da Itália e da Juventus, composto por Barzagli, Bonucci e Chiellini tem sido espetacular na sua prestação. Destaque para Bonucci como o grande líder desta defesa que eleve o jogo dos seus companheiros e já leva uma assistência;
- Thomas Meunier, a quem foi dado o lugar de defesa direito nos 2 últimos jogos da Bélgica, depois de Laurent Ciman ter sido titular contra a Itália, tem feito boas exibições, dando um óptimo dinamismo à sua ala;
- Victor Lindelöf jogou apenas um jogo na sua posição natural, o único empate da Suécia, tendo sido lateral nas duas derrotas. Não é a sua posição natural e viu-se com problemas na adaptação mas mostra um enorme espírito de sacrifício do jovem central do Benfica;
- Martin Olsson continua a conseguir fazer o corredor esquerdo como uma qualidade excepcional, trazendo grande segurança defensiva e dando um apoio inestimável ao ataque;

Melhores - Meio-Campo:
- Todos os defesas/médios ala italianos até agora têm estado excepcionais. Candreva, Florenzi e Giaccherini têm sido a principal força do sistema tático de Conte, sendo cruciais nos dois momentos mais importantes do jogo italiano: defesa/contenção e transição;
- Nainggolan e Witsel têm sido os melhores do meio-campo belga. O primeiro com o golo da vitória no último jogo e que, depois de ter avançado no terreno no segundo jogo, conseguiu a liberdade criativa que procura ter. O antigo médio do Benfica tem tido a sua presença habitual no meio-campo, quer na função de contenção, quer no apoio ao ataque;
- Brady e Hoolahan são os nomes dos dois heróis da República da Irlanda, por coincidência, ambos jogam no meio-campo. Destaque para Hoolahan que, pelo vigor e garra demonstrados, parece ser bastante mais novo do que os seus 34 anos;
- Emil Forsberg foi o médio sueco que teve maior energia e que mais qualidade teve, especialmente nas suas movimentações e nos seus perigosos cruzamentos;

Melhores - Ataque:
- Éder e Pellé têm produzido os resultados desejados, tendo marcado 1 golo em 2 jogos cada pela seleção italiana. Têm a pouca sorte de jogarem por uma equipa em que a bola chega aos avançados uma vez em cada 15 minutos mas, pelo menos até agora, não têm tido problemas com isso;
- Lukaku, para quem viu o Euro 2016 até agora, será uma escolha estranha para esta lista. É um trapalhão com a bola, ganha poucos lances aéreos e atrasa o ataque. No entanto, tem 2 golos em 3 jogos;
- Ibrahimovic aparece aqui, como outros antes dele, não pelas suas exibições neste Europeu mas porque anunciou a sua retirada do futebol internacional e temos de dar parabéns merecidos a um dos melhores avançados que os grandes palcos já viram;

Melhores - Selecionador:
- Antonio Conte da Itália tem o mérito de pôr uma seleção italiana desfalcada a ganhar e a ganhar como sempre o fizeram. É também um dos únicos treinadores que fazem a dupla função de selecionador e treinador de clube e o seu trabalho na Juventus, de onde saiu agora para o Chelsea, é visível nesta equipa italiana que tem muitos jogadores da vecchia signora;

Piores - Defesa:
- Salvatore Sirigu tem a infelicidade de, num dos poucos jogos oficiais em que tem a oportunidade de mostrar ser o sucessor do grande Buffon, sofre o único golo da Itália na fase de grupos;
- Alderweireld e Vermaelen têm tido prestações insatisfatórias até agora no centro da defesa com muitas responsabilidades pelo 1º golo sofrido contra a Itália e este tem sido o pior sector da Bélgica;
- Granqvist e Johansson, à semelhança do que se passa na seleção belga, o centro da defesa da Suécia foi o que esteve menos bem, especialmente Johansson que entrou para substituir o lesionado Lustig, fazendo com que Lindelöf jogasse à direita na defesa;
- Seamus Coleman era, teoricamente o jogador com mais talento e reputação da República da Irlanda mas até agora não tem mostrado a sua capacidade de explosão ofensiva que o fez ser conhecido. Pode estar a poupar-se para a próxima fase;

Piores - Meio-Campo:
- Thiago Motta tem estado apagado no meio-campo, mostrando alguma debilidade física para conseguir acompanhar os poucos momentos de transição rápida da equipa e tendo alguma dificuldade para conseguir defender de forma efetiva a sua posição;
- Fellaini aparece nesta lista mas pode ter poucas responsabilidades. A verdade é que teve uma prestação horrível contra a Itália mas pode ter sido devido à colocação como médio-centro ofensivo, posição em que se sente menos confortável;
- Aiden McGeady tem, à semelhança de Coleman, aparecido pouco e tem responsabilidades para mais. É um bom avançado mas tem de mostrar mais numa equipa que precisa desesperadamente de velocidade e capacidade criativa;
- Ekdal e Kallstrom estiveram aquém das expetativas no meio-campo sueco e fizeram com que o 4-4-2 adoptado por Erik Hamrén funcionasse de maneira débil e previsível e fosse muito permeável às defesas contrárias;

Piores - Ataque:
- A dupla belga de Mertens e Origi não tem conseguido entrar bem nem resolver alguns dos problemas ofensivos belgas como a qualidade do último passe e a finalização;
- A dupla irlandesa de Keane e Long têm estado mal e os seus 0 golos marcados podem atestar isto, precisando a Irlanda que os seus médios finalizem;
- A dupla sueca Berg e Guidetti não têm toda a responsabilidade na pouca qualidade ofensiva da sua seleção mas pede-se mais a quem joga lado a lado com Ibrahimovic, devido não só a qualidade deste mas também à atenção que lhe é dedicada pela defesa adversária;

Piores - Selecionador:
- Erik Hamrén da Suécia tem alguma responsabilidade por ter feito pouco ajustamentos de jogo para jogo e por ter insistido num estilo de jogo e sistema tático que trouxeram pouco rendimento à sua equipa e que podem ter sido os factores da eliminação da Seleção Sueca;
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O Tempo Passa, a Itália Fica...

O Fura-Redes a acompanhar a fase final do Euro 2016 em França. Analisamos de seguida o Grupo E onde se encontravam a Itália, a Bélgica, a República da Irlanda e a Suécia. Um grupo em que a Itália provou aos seus adeptos, aos média e ao mundo que continua a ser um forte candidato ao título europeu, por muitas críticas que lhe dirijam. A Bélgica fica assim em 2º lugar, decepcionando um pouco mas pior ficou a Suécia com Ibrahimovic a despedir-se cedo do seu último campeonato europeu de futebol.

A Itália é capaz de ser a única seleção mundial que, após mais de 60 anos, continua a praticar o mesmo estilo de jogo com o mesmo sistema tático do 3-5-2. Não desiste do futebol que é chamado por muitos de aborrecido e que provoca resultados "pouco merecidos" mas, quando continua a ser tão efetivo, poucas razões há para mudar. Baseamos a nossa admiração no jogo contra a Bélgica pois a Suécia não tem tantos argumentos e, no jogo contra a República da Irlanda, a Itália sabia estar desde já apurada em 1º lugar (sem poder fugir a um confronto épico contra a Espanha nos oitavos-de-final). A Bélgica era claramente o adversário mais perigoso para o eventual domínio italiano, facto que provaram tanto no próprio frente-a-frente entre os números 2 e 12 do ranking mundial da Fifa, como, e especialmente, nos jogos contra a Irlanda e contra a Suécia. No entanto, o estilo de jogo em que a bola e o espaço são dados ao adversário para permitir contra-ataques rápidos pelas alas ou bolas lançadas nas costas da defesa foi super efetivo contra a Bélgica e selou assim o primeiro lugar do grupo E para a Itália. Embora o percurso para a Itália seja difícil, a começar já pela campeã europeia em título, e haja algumas favoritas ao título final, a Itália tem motivos para estar contente e confiante já que está a jogar a um nível muito semelhante ou superior (embora com estilos completamente opostos) em comparação com a Espanha, França e Alemanha.

A outra equipa que se qualificou neste Grupo E foi a Bélgica. A seleção que muitos dizem ser uma das não-favoritas a poderem causar sérias surpresas, ficou em 2º lugar e, como Portugal, na metade teoricamente mais fraca da fase a eliminar. Fez três boas exibições, sendo que no seu primeiro jogo perdeu para a estratégia e tática italianas e no último teve outra vez alguns problemas na finalização e na organização defensiva. Se talento também não falta à seleção belga, alguns jogadores que têm criado altas expetativas pelas boas épocas conseguidas, ainda não apareceram de forma determinante nesta equipa, os maiores exemplos são De Bruyne e Mertens. Hazard, Lukaku e Ferreira Carrasco são outros que terão de demonstrar mais se a Bélgica quiser chegar o mais longe possível. Entretanto e especialmente nos dois últimos jogos, Nainggolan e Witsel têm se mostrado a óptimo nível no meio-campo belga e portas poderão abrir-se depois deste Euro 2016 em clubes de maior reputação que a Roma e o Zenit respectivamente. A Bélgica parece ter sofrido muito com o futebol mais fechado e direto que todos os seus adversários no grupo praticam e a má notícia é que o seu próximo adversário é a Hungria, que não só pratica o mesmo estilo mas como ficou em 1º lugar do grupo F e está empatada em 1º lugar como o melhor ataque deste Euro 2016.

A República da Irlanda não quis ser a única equipa das Ilhas Bretãs, presentes nesta fase final do Euro 2016 (falta apenas a Escócia) a ficar para trás nesta fase de grupos e apurou-se em 3º lugar tendo feito 4 pontos graças a um empate esforçado contra a Suécia e a uma vitória nos últimos minutos de uma Itália em poupança (entre os muitos jogadores não usados, encontrava-se a lenda viva Buffon). A República da Irlanda terá de agradecer muito ao experiente Wes Hoolahan, jogador de 34 anos do Norwich que já tem uma assistência e um golo e tem compensado a falta de criatividade e eficácia dos seus avançados. É o seu companheiro de equipa do Norwich, Robbie Brady que fica como o herói do apuramento para os oitavos-de-final mas Hoolahan tem sido mais consistente e deverá ser titular no jogo contra a anfitriã França. Não esperamos grande coisa desta República da Irlanda, especialmente no jogo contra os gauleses que jogam em casa e têm muito mais qualidade e talento à sua disposição.

A Suécia ficou em 4º lugar do Grupo E e está assim eliminada do Euro 2016. Tem de ser visto como uma desilusão pois o talento que têm - não falamos apenas de Ibrahimovic - deveria ter sido suficiente para pelo menos conseguirem uma vitória contra a República da Irlanda e lutado por ser um dos melhores 3os. Não o fizeram e também não conseguiram evitar as derrotas contra a Bélgica e a Itália. Ibrahimovic será, muito à semelhança de Cristiano Ronaldo, o 1º a ser culpado e quem verá mais responsabilidades a serem-lhe atribuidas mas, por muito mais que se esperava que o avançado sueco que jogava em França, onde joga pelo PSG, marcasse pelo menos um golo, não é apenas por ele que a Suécia teve esta má prestação no Euro 2016. Tanto Marcus Berg como John Guidetti e o próprio Sebastian Larsson fizeram más exibições e o próprio selecionador insistiu na mesma forma de jogar e no mesmo sistema tático mesmo com os consecutivos maus resultados. Teremos de esperar para ver mas sendo certamente o último Campeonato internacional para Ibrahimovic e muito provavelmente para outras duas referências suecas - Kallstrom e Isasksson - podemos prever tempos algo turbulentos para esta seleção nórdica na procura de outras referências e de jovens talentos para preencher os grandes vazios deixados.
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Melhores e Piores D

Voltamos a apresentar esta rubrica agora com os jogadores das seleções do Grupo D, Croácia, Espanha, Turquia e República Checa. A divisão é feita entre melhores e piores de todas as seleções de cada grupo, tendo cada metade 4 secções: Defesa (incluindo o Guarda-Redes), Meio-Campo, Ataque e Selecionador.

Apreciamos comentários sobre as nossas escolhas!


Melhores - Defesa:
- Juanfran, ainda não fez nenhuma grande exibição, mas tem cumprido bem o papel de lateral direito e tem conseguido ser um bom apoio ao ataque espanhol, à medida de Jordi Alba na esquerda. Posição em que havia mais dúvidas na Espanha, até agora tem sido bem preenchida pelo homem do Atlético;
- Outros dois laterais que estão a cumprir muito bem o seu papel, dando consistência defensiva e ajudando a capacidade ofensiva da Croácia têm sido Strinic e Srna, ambos jogando ao nível que deles se esperava;
- Subasic poderá ser, até agora, o melhor guarda-redes do Euro 2016, não só por ter defendido o penalti de Sergio Ramos, mas também pelas 3 exibições conseguidas. Já sofreu 3 golos, um deles de penalti, mas não teve grande responsabilidade em nenhum deles;
- Kaderabek da República Checa, conhecido pela sua versatilidade teve em bom nível pela sua seleção, na posição atribuída de lateral direito, não comprometendo a sua equipa;

Melhores - Meio-Campo:
- Iniesta da Espanha e Rosicky da República Checa poderão estar a fazer neste Euro 2016 o seu canto do cisne mas ainda demonstram classe, técnica e qualidade em todas as jogadas de que fazem parte. Se houvesse Hall of Fame no futebol, entrariam ambos com facilidade;
- Perisic, com dois golos marcados e uma assistência está a fazer um Europeu de excelência e poderá haver dúvidas sobre a sua permanência no Inter de Milão. Com as suas exibições de qualidade quase faz esquecer a lesão de Modric;
- Ozan Tufan, autor do segundo golo da Turquia no Europeu fez boas exibições no meio-campo da sua seleção e foi um dos poucos que mostrou empenho e criatividade de todas as vezes que tinha a bola no pé;
- Darida e Plasil fizeram ambos uma boa prestação no meio campo defensivo da República Checa e não foi por este sector que a sua seleção ficou eliminada na fase de grupos;

Melhores - Ataque:
- A dupla de Mórata e Nolito, embora tenhamos afirmado consistentemente que não são jogadores para o sistema espanhol, têm ambos mostrado grande qualidade, com Mórata a ter já 3 golos marcados e Nolito a aparecer como um bom elemento no ataque espanhol;
- Kalinic, jogador croata que tem sido alternativa mais vezes do que titular tem já 1 golo marcado e uma assistência, ambos no único jogo que fez a titular. Se as dúvidas relativas à saúde de Mandzukic se mantiverem, a Croácia tem aqui um substituto à altura;
- Emre Mor e Burak Yilmaz foram os jogadores turcos mais inconformados, com Mor, jogador que andava em todas as bocas do mundo como um dos grandes prodígios desta competição a mostrar a sua qualidade e irreverência e Yilmaz a apontar o 1º golo da Turquia na sua vitória contra a República Checa;
- Por fim temos a tripla de pontas de lança da República Checa: Lafata, Necid e Skoda. O primeiro entrou sempre bem nos jogos e mostrou a sua capacidade criativa e os outros dois apontaram entre eles os únicos golos da sua seleção neste Euro;

Melhores - Selecionador:
- ;Ante Cacic que, nesta altura está a ter pouco mérito devido à quantidade e qualidade do talento que tem à sua disposição, sobretudo no meio-campo ofensivo. Mas, temos de ser honestos, e há muitos selecionadores somente neste Euro 2016 que tinham jogadores de qualidade na sua convocatória e já estão eliminados na competição. Parabéns a Cacic mas que a sua boa campanha acabe já nos oitavos!

Piores - Defesa:
- De Gea tem sido alvo de muita conversa neste Europeu, não só pelas alegações contra ele que nada têm a ver com futebol mas sobretudo por ocupar o lugar do grande Casillas. Até agora tem estado mal e teve responsabilidade num dos dois únicos golos sofridos pela Espanha;
- Sergio Ramos é um óptimo central mas a mentalidade positiva não é o seu ponto forte, o que ficou mais uma vez provado por ter falhado um penalti decisivo para a sua equipa. Pode-se também culpar Del Bosque por não aprender com o passado;
- Se a maioria dos laterais das seleções deste grupo se têm portado muito bem, a Turquia é a excepção que confirma a regra com Gönul e Erkin ambos a fazerem fracas exibições, a comprometer a sua equipa nas transições e a não conseguirem apoiar efetivamente o seu ataque;
- Jedvaj é um jogador jovem da República Checa que confessamos admirar mas, no único jogo que entrou a titular, esteve mal e acusou a sua juventude, especialmente na defesa ao experiente Yilmaz. Vrsaljko foi o outro central checo que esteve aquém das expetativas;

Piores - Meio-Campo:
- Bruno Soriano teve finalmente a sua oportunidade pela seleção numa fase final de um campeonato internacional, após outra boa época pelo Villarreal mas ainda não conseguiu o bom enquadramento na equipa espanhola. Sobretudo, ficará para sempre marcado pelo facto de ter entrado no jogo com a Croácia para que a sua equipa não sofresse golos e o contrário aconteceu, numa jogada pelo centro do campo;
- Como já dissemos no artigo anterior, tanto Arda Turan como Nuri Sahin desiludiram neste Euro 2016 e podem ser considerados os grandes culpados pela Turquia não se qualificar para a próxima fase;
- Kovacic é o único jogador do meio-campo ofensivo croata que ainda não mostrou a qualidade que toda a gente lhe reconhece e que lhe valeu a transferência para o Real Madrid na época passada. Esperemos que ele não saiba português e veja isto pois não queremos que ele se lembre de começar a jogar bem agora, contra Portugal;

Piores - Ataque:
- Aduriz, o jogador basco, ícone do Athletic de Bilbao tem sido o que tem mais sofrido em adaptar-se a um estilo de jogo do qual ele praticou pouco durante a sua longa carreira. Prefere jogo directo e jogadas com 3 toques ou menos e, com esta Espanha, isso é difícil de ter;
- Pedro Rodriguez é outro jogador espanhol que tem estado abaixo do nível que demonstrou em anos passados, sobretudo no seu clube de formação, Barcelona, onde o estilo de jogo, sistema tático e a função que tem de desempenhar são praticamente as mesmas;
- Mandzukic pode estar lesionado, e, se isso se confirmar, pediremos desculpas. Mas a nós parece-nos uma lesão para salvar um pouco a reputação do avançado da Juventus que, tanto no seu clube como na sua seleção parece estar à beira de ceder o seu lugar (a Mórata e a Kalinic respectivamente);
- Krejci é um jogador de um potencial estonteante, quer pela sua velocidade, técnica e capacidade de finalização. É, no entanto, ainda pouco trabalhado do ponto de vista da leitura de jogo e no conhecimento tático, aspectos negativos do seu jogo que foram visíveis e que o impediram de boas exibições no Euro 2016;

Piores - Selecionador:
- Vincente del Bosque que, como já referimos, não adapta a forma de jogar da equipa consoante os jogadores à sua disposição, tirando algum rendimento a jogadores como Nolito, Mórata (que podia ter feito o dobro dos 3 golos que já apontou) e Aduriz;
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Culpas e Desculpas

O Fura-Redes a acompanhar a fase final do Euro 2016 em França. Analisamos de seguida o Grupo D onde se encontravam a Croácia, a Espanha, a Turquia e a República Checa. Previa-se um grupo muito equilibrado, especialmente na luta pelo primeiro e terceiro lugares e não desiludiu, com jogos intensos, combativos e cheios de emoção. A Espanha foi a primeira grande favorita a passar como 2º classificado, o que não só aumenta a expetativa de coroarmos um novo campeão europeu, como nos dá um grande jogo para os oitavos de final: Itália vs Espanha.


A Croácia não pode ser considerada surpresa. Não só pela grande qualidade do seu plantel, especialmente no meio-campo, como pelas boas indicações dadas na fase de qualificação, em que conseguiram dois empates contra a Itália, ficando em 2º lugar desse grupo. Mesmo não sendo surpresa, não podemos afirmar que víamos a Croácia a ficar à frente da Espanha e, embora tenhamos previsto um jogo muito intenso sem qualquer certeza da vitória espanhola, não previmos nem o penalti defendido por Subasic, nem o golo tardio de Perisic. É uma seleção que dá gozo em ver, pela qualidade do seu jogo e também por estar a confirmar as expetativas altas que lhe era atribuída mas também ficamos muito apreensivos, visto ser a próxima adversária de Portugal. É uma equipa croata que está a praticar futebol muito atrativo, em que, tendo soberba capacidade técnica e de passe, não se limitam a atrasar o jogo e a esperar pelo erro do adversário, impondo velocidade e criando com facilidades oportunidades de golo. Nesta seleção temos de realçar Subasic e Perisic, os heróis do jogo contra a Espanha, por estarem a exibir-se ao mesmo nível ou mesmo melhor do que as estrelas croatas Modric, Srna, Rakitic, entre outros. Um aspeto negativo nesta Croácia são os adeptos, principais culpados da Croácia não ter feito 9 pontos, através de uma demonstração muito feia nos últimos minutos do jogo com a República Checa que desconcentrou os seus jogadores e originou um penalti que fez com que o jogo terminasse 2-2. Vamos ver se serão factor para o jogo dos oitavos de final contra Portugal ou se irão deixar a sua seleção praticar bom futebol, numa eliminatória entre dois dos principais outsiders da competição, que fica só atrás da Itália-Espanha.

A Espanha, que fica em 2º classificado do Grupo D e começa assim já a desiludir os seus adeptos que esperam mais da campeã europeia em título pode começar, como Portugal já o fez, a culpar determinadas pessoas pela derrota com a Croácia. A culpa é do Sérgio Ramos, a culpa é do De Gea, a culpa é do Selecionador. A nós, embora com a seleção nacional às vezes também caiemos na tentação, parece-nos injusto individualizar alguém. Acima de tudo é preciso realçar a beleza do futebol que foi demonstrada neste grande jogo da fase de grupos entre espanhóis e croatas e em que a fortuna sorriu ao país dos Balcãs. Contudo, se fizermos a análise da Espanha, é óbvio que há elementos que não estão a funcionar nesta seleção, pelo menos tão bem como funcionaram em competições anteriores. Uma equipa precisa de identidade no seu estilo de jogo e, nesta seleção espanhola, este é o 4-3-3, em que o passe e o tiqui-taca são elementos indiscutíveis. No entanto, é preciso adaptação consoante os jogadores que fazem parte da equipa e, parece-nos que é por aqui que a seleção espanhola mais está a pecar.  Com Nolito e Morata na equipa titular, jogadores que têm estilo de jogo muito mais direto nos seus clubes e em que o passe e as oportunidades são criados em um ou dois momentos, não estão a conseguir afirmar-se dentro do estilo de jogo em que a Espanha contabiliza já 2023 passes tentados, 1876 passes conseguidos e uma posse de bola média de 61%. Não estamos com isto a afirmar que são eles os culpados pelo segundo lugar nem que não se deviam convocar jogadores com estilos diferentes de jogo. Estamos apenas a dizer que, se se convocarem jogadores, é preciso haver respeito pelas suas características e que este Euro 2016 pode terminar efetivamente, após o desaire do Mundial do Brazil, o domínio da La Roja e haver alguma mudança nas leis dogmáticas de estilo de jogo, que foram transportadas do F.C. Barcelona.

A Turquia confirma com duas derrotas e uma vitória o 3º lugar do grupo mas, especialmente devido aos 3 golos sofridos contra a Espanha, fica pela fase de grupos, não conseguindo ser um dos melhores 3os e assim, não se qualificando para os oitavos-de-final. A Turquia foi uma ligeira decepção, não só pela derrota pesada sofrida que mencionámos mas também por não ter apresentado argumentos nem criatividade até ao último jogo e, mesmo nesse jogo, a seleção turca não fez o suficiente para garantir o apuramento. É uma seleção que desilude, por ventura não tanto como a Rússia e a Ucrânia, mas que, especialmente ao nível da criação de oportunidade de golos e capacidade ofensiva, se esperava mais do que apenas 2 golos marcados em 3 jogos. Este aspeto é referido de forma geral, direccionado à equipa toda, mas também pode ser almejado a alguém em particular, Arda Turan. Era esperado do médio do Barcelona que fosse o líder ofensivo da equipa turca, que fosse a partir dele que surgissem oportunidades de golo e ajudasse a finalizar. No rescaldo final, foram 3 exibições pálidas do médio turco com outras estrelas a não subirem à altura do momento como Nuri Sahin ou Ozyakup. A Turquia pode também ficar a lamentar-se ao ver os turco-descendentes, Mezut Özil e Emre Can, que jogam pela Alemanha, o primeiro a fazer mais uma grande fase final e o segundo a não ter jogado em nenhum dos jogos da fase de grupos. Ambos poderiam ser suficientes para transformar completamente esta seleção e dar à Turquia maiores expetativas do que ficar eliminado ao fim da segunda semana do Euro 2016.

A República Checa fica no 4º lugar de um grupo D que era o mais próximo de um grupo da morte. Desta seleção checa não se esperava outra classificação, sendo teoricamente a seleção menos completa do seu grupo. No entanto, esperavam-se exibições melhores, dando mais luta quer à Espanha quer à Turquia, seleção muito equiparável à República Checa, quer pelo talento individual, quer pelo sistema tático ou pelo estilo de jogo. Ficam desde já eliminados do Euro 2016 com duas grandes lendas do futebol checo, Rosicky e Petr Cech, a poderem ter feito o seu último Europeu. Neste República Checa que mostrou uma convocatória equilibrada entre juventude e experiência, dos jogadores que tiveram em campo, metade tinha 30 anos ou mais, e vamos ver como será o futuro desta seleção que terá de apostar em Kaderabek, Krejci, Darida e Necid para as suas futuras competições. Parece-nos também imperativo a renovação desta seleção com a maior inclusão de jogadores sub-21 ou pelo menos sub-23, sendo que a experiência demonstrada por esta convocatória não conseguiu trazer alegria a um país que espera muito da sua seleção. Foi uma prestação pobre e levam apenas um ponto, criado a partir de um penalti em tempo de descontos contra a Croácia, que foi assinalado depois de uma situação que perturbou em muito os jogadores croatas.
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